Cultura

Jejé de Oya é declarado patrono do colunismo social em Mato Grosso

O governador Pedro Taques (PSDB) sancionou a lei declarando o colunista social Jejé de Oya como “Patrono do Colunismo Social Mato-grossense”. O colunista e carnavalesco José Jacinto Siqueira de Arruda, mais conhecido como Jejé de Oya, faleceu no dia 11 de janeiro do ano passado aos 81 anos. Ele é considerado um dos maiores ícones da cultura mato-grossense.

Desde 2013, Jejé sofria com as limitações da idade, com a saúde debilidade acabou internado na Clínica Geriátrica Casanova. Ele estava cego e não se levantava da cama; ao final, amigos promoveram campanhas para a compra de fraldas e remédios. Em dezembro de 2015, sofreu um infarto e ficou internado por cinco dias. Ao retornar para a clínica continuou com o atendimento médico, mas no dia 11 de janeiro teve uma nova parada cardiorrespiratória e não resistiu.

O colunista nasceu em Rosário Oeste, filho de uma mãe deficiente mental. Veio para Cuiabá com quatro anos, adotado por uma família que morava no bairro Boa Morte. Ele estudou em uma escola particular e optou por fazer sapataria na Escola Técnica Federal, antiga Escola Industrial de Cuiabá. Sem se adaptar a sujeira e cheiro forte da cola, mudou de ramo e foi para alfaiataria. Na época, sem aceitar desaforo, delatou a postura incorreta de um professor à esposa dele e acabou terminando o curso de alfaiataria na Escola Profissional Salesiana, hoje Colégio São Gonçalo. Fez todo o tipo de vestimenta, inclusive para Dom Aquino Côrrea e Dom Orlando Chaves.

Graças à desenvoltura para criar vestimentas, se transformou em uma das principais figuras do carnaval cuiabano, tanto nos desfiles de rua quanto nos clubes onde desfilava com luxuosas fantasias confeccionadas por ele mesmo. Jejé também era funcionário aposentado da Receita Federal, onde trabalhou por 24 anos.