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Soja opera com forte queda em Chicago após exportações fracas dos EUA

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou, nesta sexta-feira (6), um novo boletim semanal de vendas para exportação e os números da soja voltaram a surpreender o mercado. No entanto, dessa vez o impacto foi bastante negativo, já que na semana encerrada em 29 de dezembro, as vendas somaram apenas 87,7 mil toneladas da oleaginosa. Foram 87,7 mil da safra 2016/17 e mais 200 da 2017/18.

O volume ficou bem abaixo das expectativas, que variavam de 800 mil a 1,2 milhão de toneladas, além de apresentar um recuo de 91% em relação à semana anterior e registrar a mínima em um ano. E a China continua sendo o principal destino da oleaginosa norte-americana. Ainda assim, o total já comprometido pelos EUA nesta temporada continua superando o ano anterior, com 47.972,7 milhões de toneladas e expectativa de que as exportações totalizem 55,79 milhões de toneladas.

O mercado já esperava por uma redução no ritmo das vendas norte-americanas neste início de ano em função das compras fortes nos últimos meses por parte dos importadores e de uma demanda começando a migrar para a América do Sul, e de forma cada vez mais efetiva na medida em que a oferta brasileira já começa a chegar aos armazéns. Assim, o volume baixo do resultado final e as trocas de contratos (ou movimentos de washouts) que vieram reportados pesaram diretamente sobre as cotações.

Assim, por volta de 13h40 (horário de Brasília), os principais contratos da commodity perdiam de 11,75 a 12,75 pontos, e apenas os dois últimos – dentre os mais negociados agora – ainda se sustentavam acima dos US$ 10,00 por bushel, enquanto o janeiro/17 – que é a primeira posição – valia US$ 9,91.

Além dessa pressão, o mercado da soja em Chicago ainda segue seu movimento de ajuste diante dos  fundamentos – muito focado ainda no clima da América do Sul – e já começa a especular sobre as expectativas para dois relatórios importantes que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em janeiro, sendo um mensal de oferta e demanda e o outro, de estoques trimestrais.

Fonte: Notícias Agrícolas

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