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Professores da UFMT Sinop e pesquisadores concluem estudo da redução de compactação do solo otimizando produção

Um bom solo para um excelente cultivo é o desejo do produtor agrícola. No entanto, nem sempre isso é possível e para contornar a dificuldade de encontrar um solo compactado, que dificulta a irrigação e a penetração dos nutrientes necessários para o desenvolvimento das raízes cultivadas, é necessário a realização de um procedimento chamado subsolagem. E um estudo desenvolvido por professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aponta que conhecer o nível de compactação da terra, mais especificamente a variabilidade deste fator, otimiza os recursos utilizados para a preparação do plantio, diminuindo o custo da produção.

No artigo “Estimativa de gasto energético da operação de subsolagem em profundidades variáveis”, publicado na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, os professores Thiago Martins Machado e Diego Augusto Fiorese, do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA), do Câmpus de Sinop, em parceria com os pesquisadores Kleber Lanças, Barbara Barreto Fernandes e João Vítor Paulo Testa, da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp), de Botucatu, concluíram, após estudo realizado, que o aumento na profundidade de subsolagem elevou o gasto energético e reduziu a capacidade de campo efetiva, ao passo que, quando a operação foi feita em profundidade variável, houve redução no consumo operacional de combustível, entre 6,42 e 25,69%, e no tempo para realização das áreas, de 1,85 a 6,34%.

O professor Thiago Machado explica que a subsolagem é uma operação pesada, que gera um elevado gasto energético, e que o trabalho indica que sua otimização torna o sistema mais sustentável. “Os resultados demonstram uma redução no consumo de combustível que acarreta na diminuição do custo de produção”, aponta o pesquisador. “Além da redução de custos, há um menor impacto ambiental, pois o equipamento trabalhando em profundidades que realmente estejam compactadas, evita a perda de solo por lixiviação e alterações nas estruturas do solo, quando comparadas a sistemas de subsolagem tradicionais”, completa.

Os trabalhos com profundidade variável tiveram início em 2000, com equipamentos que mapeavam, porém não interpretavam as camadas compactadas, o que gerava um alto período de análise para que se efetivasse a subsolagem. Em 2013, foi desenvolvido um aparato que, além de identificar a área, comanda o subsolador variando a profundidade.
Ainda segundo o docente, é necessário um maquinário especial. “É necessário um acoplamento de um equipamento de instrumentação na dianteira do trator para leitura do solo e algumas alterações no sistema hidráulico do subsolador. Além disso, ele é de fácil aplicação uma vez que o equipamento fará a interpretação da leitura do solo e tomará a decisão de forma automática”, afirma.

O segundo protótipo, mais aperfeiçoado, está sendo desenvolvido no Laboratório de Agricultura de Precisão e Mecanização Agrícola (Lapmec), do Câmpus de Sinop e, segundo o pesquisador, é o único equipamento que funciona dessa forma no mundo.

Atuando nas áreas de desempenho e ensaios de máquinas; desempenho e ensaios de pneus agrícolas; agricultura de precisão; Projeto de máquinas; instrumentação e automação em sistemas mecanizados; e treinamentos, o Lapmec foi criado para atender demandas tanto didáticas quanto experimentais e atende as aulas práticas e treinamentos dos cursos de Engenharia Agrícola e Ambiental, Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia, além de realizar, trabalho na área de extensão, a partir de eventos técnicos e científicos.

A informação é da assessoria da UFMT.

Só Notícias (foto: arquivo/reprodução)