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Preço do etanol sobe 20 centavos em Cuiabá

O etanol hidratado está, em média, 20 centavos mais caro na Grande Cuiabá, sendo vendido por até R$ 2,89, o que significa aumento de 7,43% sobre o preço que estava sendo cobrado na última semana, de R$ 2,69 por litro, em média. O valor antigo ainda está sendo mantido em alguns postos enquanto durarem os estoques já que segundo análise dos empresários do setor será praticamente impossível segurar o repasse. O receio é que o novo preço afugente clientes do biocombustível.

O aumento foi ocasionado pelo retorno do recolhimento de contribuições como do Programa de Integração Social e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Pis/Cofins), que voltaram a ser praticadas em 1º de janeiro pelo governo federal. A desoneração era praticada há 3 anos, beneficiando as indústrias sucroalcooleiras. O gerente de posto de combustível Carlos Adeilson informou que o reajuste no preço do etanol nas bombas foi realizado nesta segunda-feira. “A queda nas vendas do etanol já estão sendo sentidas há algum tempo. Mas a venda de gasolina tem compensado o faturamento do posto”.

Entre janeiro e novembro de 2016, conforme dados disponíveis pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve queda de 13,6% na comercialização de etanol em Mato Grosso, se comparada a igual período de 2015. O volume vendido baixou de 632,745 milhões de litros para 546,402 milhões de litros, entre um ano e outro. O valor de R$ 2,89 pelo litro do etanol significa que o derivado de cana-de-açúcar está equivalendo a 74,2% do preço da gasolina, cujo valor médio é R$ 3,89 (l).

“Quando o etanol passou a ser comum entre os veículos brasileiros, a diferença de preço do combustível deveria ser no mínimo 30%, mais em conta que o preço da gasolina, equivalente ao desempenho inferior do derivado da cana-de-açú-car. Essa diferença foi superada na última década, já que a evolução dos motores tem aproveitado melhor o poder calórico do etanol. Em alguns modelos de veículos, o etanol pode custar até 80% do valor da gasolina. Depende do cliente analisar a proporção”, explica Jorge dos Santos, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool).

Fonte: A Gazeta (foto: assessoria/arquivo)