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Missão chinesa vistoria frigorífico em Mato Grosso e unidades podem ser habilitadas para exportação

Uma missão técnica da China realiza auditorias em unidades frigoríficas de todo o país. Em Mato Grosso, duas indústrias foram vistoriadas na última semana, sendo uma de aves e uma de bovinos. A expectativa é que nas primeiras semanas do próximo ano, os técnicos encaminhem os relatórios referentes às auditorias e, a partir de 20 de janeiro, inicie o processo de habilitação. A última missão técnica chinesa foi no início do ano 2000.

A unidade de abate e processamento de bovinos visitada em Mato Grosso está instalada no município de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Esta indústria será a primeira planta ter o sistema de verificação de origem do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) em operação. O presidente do Instituto, Guilherme Linares Nolasco, explicou que a ampliação das exportações de carne para a China vem sendo trabalhada pelo IMAC também.

“Este ano assinamos um protocolo de intenções com Centro Nacional de Melhoramento da Carne da China, da província de Shaanxi, para a habilitação de mais indústrias instaladas em Mato Grosso. É uma prerrogativa do IMAC divulgar a carne de Mato Grosso e se aproximar dos mercados consumidores”.

A auditoria realizada pela China é por amostragem, ou seja, foram selecionadas algumas unidades que deverão representar todas as 78 indústrias em processo de habilitação. De acordo Secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Rangel, neste momento somente frigoríficos de aves e de bovinos passaram por auditorias e que as de suínos deverão passar por inspeção futuramente. Somente depois da conclusão deste processo de certificação para exportação para a China, um novo programa deverá ser aberto para as indústrias que não preencheram os questionários desta edição possam requerer a habilitação.

De acordo com Rangel, a missão vem sendo planejada desde 2015, quando as indústrias nacionais deram início ao preenchimento dos questionários exigidos pela China para se tornarem aptas à exportação.

“Esta missão era para ter acontecido ano passado, mas devido à uma reestruturação do órgão responsável pela aduana chinesa acabou sendo adiada. Este era um processo muito aguardado e que teve início em 2015. Trabalhamos para viabilizar a missão e temos condições de habilitar mais unidades”, afirmou.

China e Hong Kong foram responsáveis por 33% do comércio internacional da carne mato-grossense de janeiro a outubro deste ano, o equivalente a US$ 299,18 milhões de um total de US$ 893,2 milhões. Ano passado, os dois destinos somaram US$ 340,76 milhões.

“A China tem este peso nas nossas exportações com apenas uma unidade industrial habilitada, o que indica que podemos ampliar muito este mercado. O IMAC trabalha justamente para garantir comprados para nossa carne, agregando valor à produção em todas as etapas”, afirmou Nolasco.

Atualmente somente uma indústria instalada em Barra do Garças (a 515 km da capital) exporta carne bovina para a China.

Redação Só Notícias (foto: assessoria)