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Mato Grosso impulsiona recorde no valor bruto da produção agropecuária, aponta secretaria

O Brasil obteve recorde no valor bruto da produção agropecuária no ano passado em Mato Grosso foi o Estado que mais contribuiu para isto. O estadual foi de R$ 134,3 bilhões, o que corresponde a 15,4% do total nacional, que foi de R$ 871,3 bilhões. Nos últimos dez anos, apresentou crescimento de 75%.

Os dados demonstram que as lavouras agrícolas têm um peso maior valor bruto da produção agropecuária mato-grossense, representando 79% do total, enquanto o VBP da pecuária é 21% do total. No Brasil, o valor bruto das lavouras é 67% do total e o da pecuária 33% do total.

“Mais uma vez, Mato Grosso mostrou a potência da sua produção agropecuária. O governo do Estado vem trabalhando para transformar essa pujança em ainda mais desenvolvimento para os municípios, buscando parceiros para industrialização, novas cadeias produtivas e, desta forma, descentralizando a economia e levando emprego e renda para todas as cidades do Estado”, afirma César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

De acordo com o compilado realizado pelo Observatório do Desenvolvimento, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico , a soja é o principal produto que compõe o VBP de Mato Grosso, somando R$ 73,5 bilhões – 55% do total, e teve um incremento de 58,6% entre 2019 e 2020. O milho representa 21% do VBP, somando R$ 27,8 bilhões e teve um incremento de 71,8% no ano.

Na pecuária, os bovinos representam 16% do valor bruto do Estado, com valor de R$ 21,9 bilhões e crescimento também de 16%. O maior incremento foi na produção de suínos, com um aumento de 22,5% entre 2019 e 2020, somando R$ 1,6 bilhão.

O valor bruto da produção agropecuária teve um incremento de 45,1% no Estado. “O crescimento destoou da série histórica substancialmente. Isso deve-se, essencialmente, aos incrementos ocorridos nos valores de soja e milho que, somados, promoveram a incorporação de aproximadamente R$ 38,8 bilhões em 2020 em relação ao ano anterior”, explica Sérgio Leal, coordenador do Observatório do Desenvolvimento.

Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)