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Investimentos favorecem escoamento da produção de MT

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Os portos do chamado Arco Norte recebem, a cada ano, quantidades cada vez maiores de soja e milho produzidos em Mato Grosso. Para intensificar o escoamento da produção mato-grossense nesta direção e desafogar os terminais portuários do Sul e Sudeste serão investidos R$ 2,2 bilhões em obras de restauração e manutenção das BRs 158, 163 e 364, informa o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Essas rodovias federais são o principal meio de acesso aos portos do Arco Norte, sistema logístico composto por trechos das 3 rodovias, além de corredores multimodais que permitem acesso da produção agrícola aos portos de Itacoatiara (AM), Santarém, Barcarena e Vila do Conde (PA), São Luís (MA) e Santana (AP). As plataformas portuárias de apoio e suporte operacional disponíveis nos corredores multimodais estão localizadas em Porto Velho (RO) e Miritituba (PA).

Nos últimos 3 anos, o volume de soja mato-grossense destinado ao mercado internacional por meio do Porto de Barcarena (PA), aumentou 100%. Já os embarques por meio do Porto de Itaqui, em São Luís (MA), evoluíram em 180% desde 2014, segundo estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No último ano, o terminal portuário recebeu 1,4 milhão de toneladas do grão proveniente de Mato Grosso. A quantidade equivale a 34,14% de toda a exportação realizada pelo porto, cada vez mais consolidado como principal canal de escoamento de commodities agrícolas pelo sistema logístico do Arco Norte. Essa infraestrutura portuária recebe parte da produção mato-grossense e também do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que constituem a região identificada como Matopiba.

Para este ano estima-se que o Brasil exporte 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/2017. Deste total, 23,8% da produção sairão pelos portos do Arco Norte, segundo a Conab. Da produção nacional relativa a safra 2014/2015 foram escoadas pelo sistema logístico mais de 16 milhões (t) de milho e soja, sendo que 7,2 milhões (t) saíram pelo Porto de Itaqui (MA).

Com o aumento do movimento em direção aos portos do Norte e Nordeste, os investimentos na região aumentam e o custo do frete reduz. “Quanto melhor for a infraestrutura, menor será o custo do frete. Com isso, o agricultor vai aumentar a rentabilidade e, consequentemente, a produção”, comenta o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Edeon Vaz Ferreira.

Atualmente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está com 11 projetos em licitação, com previsão de investimento de R$ 1,4 bilhão em 1,9 mil km nas BRs 158,163 e 364. Outros 9 projetos estão aptos à licitação nessas rodovias federais, informa a autarquia, além de outros em elaboração. “Quando forem contratados, outros 993 km destas rodovias serão recuperados. No total, os projetos em licitação, aptos a licitar e em elaboração e, recuperação somam, 3,409 mil km com o investimento total estimado em mais de R$ 2,2 bilhões”, afirma o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Luiz Antônio Ehret Garcia.

Como aponta o Dnit, a BR 158/MT/ PA é um importante corredor de escoamento de soja para os terminais instalados no Pará e Tocantins. Essa rodovia federal atravessa o país de Norte a Sul, cortando além de Mato Grosso e Pará, os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já foi lançado o edital de licitação para elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, execução das obras de restauração da pista, implantação de acostamentos e recuperação/restauração de 6 pontes no trecho da BR-158/PA localizado desde a divisa com Mato Grosso até a cidade de Redenção. As propostas serão abertas no próximo dia 8, informa o Dnit.

Em relação à BR 163/MT/PA – que possui 3,477 mil km e atravessa o Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – restam 100 km a serem pavimentados em solo paraense, informa o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Orlando Fanaia. Serão asfaltados 60 km este ano e os 40 km restantes em 2018. Este mês será publicado edital de licitação para contratar empresas visando a recuperação/manutenção das pistas de rolamento e dos acostamentos da rodovia BR-163/MT. A extensão total será de 221,82 km.

Como lembra o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, há 41 anos a rodovia BR-163 ou Cuiabá-Santarém foi “aberta” e os 100 km não pavimentados no trecho paraense parou o escoamento da safra no início deste ano, durante o período mais chuvoso. “Em Mato Grosso estão sendo investidos cerca de R$ 600 milhões nas rodovias federais, sendo R$ 310 milhões só em conservação rodoviária”, calcula o superintendente do Dnit em Mato Grosso.

Cerca de R$ 200 milhões estão programados para a duplicação da BR-163 no trecho entre Cuiabá e Rondonópolis. Para melhoria de travessias urbanas nos municípios de Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo, bem como no trecho rodoviário de 50 km que faz divisa com o Pará, estão sendo investidos R$ 50 milhões. Ainda na BR-163 serão restaurados 520 km entre Barra do Garças, Primavera do Leste e Campo Verde. A travessia urbana em Barra do Garças será recapeada este mês. A BR-364/MT/RO foi construída em 1960 para facilitar o acesso a Porto Velho (RO). Essa rodovia cruza os estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre.

No início de abril, o Dnit lançou licitação para serviços de manutenção (conservação recuperação) do pavimento das pistas de rolamento e dos acostamentos, bem como a conservação rotineira dos elementos constituintes da faixa de domínio da rodovia na BR-364. Os trechos incluem o entroncamento da BR-174 na divisa de Mato Grosso/Rondônia e na divisa Rondônia/Acre. A extensão total será de 135,40 km.

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