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IMEA aponta tendências de sustentação dos patamares dos preços do gado em Mato Grosso para 2020

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, esta tarde, em seu boletim semanal, que com o impulsionamento da arroba do boi gordo no final de 2019, surgem questionamentos sobre se este patamar continuará em 2020. “Primeiramente, sabe-se que o estoque de boi gordo tende a ser menor no próximo ano, atrelado ao aumento do abate de fêmeas desde 2017, o que também favorece as cotações dos bezerros. Esta conjuntura, somada à possível sustentação das exportações para a China, mesmo que o país já tenha sinalizado estratégias para recompor o rebanho suíno, a peste suína ainda é uma realidade no continente asiático, configurando um cenário positivo para as cotações do mercado do boi gordo mato-grossense”, apontam os economistas.

“Além disso, apesar do recente recuo da demanda doméstica, devido à alta também observada no quilo da carne bovina no varejo, segundo dados do Bacen (Banco Central), a perspectiva para a economia brasileira, representada pelo PIB, no próximo ano é de 2,24%, valor 1,14 pontos percentuais acima ao de 2019. Isso sinaliza que a renda do consumidor poderá estar mais favorável, o que reflete no maior poder de compra a itens como a carne bovina, que geralmente é substituída pela suína ou de frango quando os gastos estão apertados”, acrescentam. “Dessa forma, se estes cenários permanecerem, mesmo que não atinja os mesmos valores observados em novembro deste ano, as tendências são de sustentação dos patamares dos preços nos três elos da cadeia em Mato Grosso”.

Ainda no boletim de hoje, o instituto aponta que, “com o aquecimento da demanda externa, atrelado à menor oferta de animais disponíveis para abate, os preços do boi e da vaca gorda registraram acréscimos de 9,49% e 8,95%, respectivamente, ante a 2018, quando o mercado estava mais ‘calmo’ no período”.

Só Notícias/Agronotícias (foto: arquivo/assessoria)