PUBLICIDADE

Famílias temem ser despejadas de assentamento no Nortão

PUBLICIDADE

|2582|

O deputado estadual Silvano Amaral (PMDB) recebeu em seu gabinete, na terça-feira, representantes das glebas Japuranã e Japuranoman, em Nova Bandeirantes. Ambos pediram a intermediação do parlamentar junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Flávio Zanetti, parceleiro na Gleba Japuranoman explica que, há pelo menos oito anos, mais de 300 famílias ocupam uma área que, inclusive,  já foi georreferenciada, e documentos que compravam todos os trâmites legais foram encaminhados à Justiça. Por outro lado, ele alega que o suposto proprietário, que moveu ação de despejo às famílias, ainda não conseguiu provar, que a terra o pertence.

“Está tudo documentado, tivemos esse cuidado porque queríamos algo legal. Porém, está difícil vencer essa ação na Justiça, não dá para entender. Ele (suposto proprietário) não provou nada e mesmo assim corremos o risco de sermos despejados. Ali (na gleba) tem idoso, criança, jovem, enfim. E todos, sem exceção, estão preocupados. Por isso recorremos ao deputado Silvano e também ao deputado federal Carlos Bezerra para que possam apurar essa ação e nos trazer um pouco de tranquilidade”, ressaltou.

Segundo Flávio, na ação contra as famílias, o suposto proprietário alega que a área está dentro de uma reserva, em razão disso o processo foi contestado pelo procurador-geral da União José Bruno Lemes. “Estamos confiantes de que essa luta terá um fim positivo. Não queremos tirar nada de ninguém, queremos apenas um canto nosso e poder trabalhar e sustentar nossas famílias”, disse Flávio, ao destacar que o intermédio de Silvano e Bezerra é relevante, uma vez que conta com uma equipe jurídica que também os auxilia.

Durante a reunião, o agricultor e também vereador em Nova Bandeirantes Marino Francisco Domingues pediu o intermédio de Silvano e Bezerra para que haja celeridade na negociação entre o Incra e o proprietário da terra que constitui a Gleba Japuranã, em Nova Bandeirante, cujo intuito é trazer segurança jurídica às 14 famílias que ainda estão sem seus respectivos títulos definitivos de propriedade. Segundo Marino, no ano passado, apenas quatro famílias conseguiram o registro dos lotes.

De acordo com Silvano, o Incra de Mato Grosso aguarda o destinação, pelo Incra Nacional, de  R$ 68 milhões proveniente de emenda parlamentar coletiva impositiva da bancada federal de Mato Grosso para que pendências relacionadas a títulos sejam resolvidas ainda este ano. “Estivemos com o Leonardo Góes Silva recentemente e ele nos garantiu que o recurso vai sair. No caso da Japuranoman, colocamos uma equipe jurídica especializada em assuntos agrários para acompanhar o caso na Justiça. Já a Japuranã, assim que o recurso estiver liberado, o Incra de Mato Grosso fará sua parte.

Vale ressaltar que a regularização fundiária é uma das metas do governo federal. Só em Mato Grosso, o Incra pretende regularizar a situação de pelo menos 30 mil assentados. No Brasil, cerca de 280 mil documentos serão entregues até o final de 2018, como prevê o Programa Nacional de Reforma Agrária.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: *ilustrativa/divulgação/arquivo)

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Exportação de algodão de Mato Grosso bate recorde

Mato Grosso teve, mês passado, 244,49 mil toneladas...

União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia anunciou hoje a exclusão do Brasil...

Abate de gado em frigoríficos de Mato Grosso cai 9,3%

Os abates de bovinos nos frigoríficos em Mato Grosso...

Milho disponível em Mato Grosso cai quase 1%

O preço do milho disponível em Mato Grosso retraiu...
PUBLICIDADE