PUBLICIDADE

Definido pedido de reajuste para trabalhadores de frigoríficos no Nortão

PUBLICIDADE

Foi definido, em assembleia geral, realizada no último sábado (1), em Alta Floresta, o pedido de reajuste para funcionários de frigoríficos na região Norte. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Laticínios do Portal do Amazônia (Sintracal), José Evandro Navarro, o início das negociações com as empresas será com base no aumento alcançado no ano passado, de 8,5%.

Ele explicou ainda, ao Só Notícias/Agronotícias, que os trabalhadores elegeram uma comissão para votar a contraproposta que possivelmente será feita pelos frigoríficos. “A princípio, eles aceitaram a manutenção de todas as cláusulas da convenção e o reajuste de 8,5%. Foi eleita esta comissão, que vai aprovar ou não o que eu negociar com as empresas. É uma comissão definida sem intervenção do sindicato e ela que vai ditar as regras”.

Cerca de 60 trabalhadores participaram da assembleia, representando aproximadamente 1,1 mil funcionários de frigoríficos da região de Alta Floresta. Agora, o Sintracal vai realizar novas assembleias em Nova Canaã do Norte, Colíder e Peixoto de Azevedo. O percentual de 8,5%, segundo avaliação de Navarro, deve ser mantido nas demais reuniões. No total, o sindicato representa cerca de 3,4 mil funcionários de frigoríficos.

Além das cidades já citadas, o Sintracal também abrange os municípios de Apiacás, Carlinda, Guarantã do Norte, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta e Terra Nova do Norte.

“Achei muito positiva a assembleia em Alta Floresta. Acredito que até sexta-feira (7) devemos ter uma resposta ou pedido de reunião por parte das empresas. Se a contraproposta for muito danosa aos trabalhadores, ficou decidido pela suspensão das negociações, até que haja uma reação da indústria”, concluiu Evandro.

Conforme Só Notícias já informou, a JBS deu férias coletivas aos funcionários, a partir de hoje, em 10 de suas 36 unidades de abate de bovinos. As férias coletivas podem se estender por mais dez dias. Em Mato Grosso são 11 unidades. Dessas, quatro terão férias coletivas e a produção ficará completamente parada nos municípios de Alta Floresta, Juína, Diamantino e Pedra Preta.

A JBS não informou quantos funcionários foram atingidos com essa medida em Mato Grosso. Atualmente ela emprega 125 mil trabalhadores. Além de Mato Grosso, também foram afetados funcionários de três frigoríficos de Mato Grosso do Sul, um do Pará, um em São Paulo e um em Goiás.

Segundo a empresa, a medida é necessária por causa dos embargos temporários impostos a carne brasileira pelos principais países importadores, assim como pela retração nas vendas de carne bovina no mercado interno nos últimos dez dias. Isso ocorreu depois que empresas que tiveram nomes envolvidos no escândalo da operação Carne Fraca, deflagrada no dia 17 de março e que apura o envolvimento de empresas que produzem alimentos, em um esquema que subornava fiscais federais para que fosse autorizada a comercialização de produtos que já estavam em condições impróprias para consumo.

A JBS não teve unidade interditada pelo ministério da Agricultura. Em nota anterior, sobre a operação, a empresa declarou que a Operação Carne Fraca não identificou nenhum problema nos produtos dela e que segue os mais rígidos padrões de qualidade e de segurança alimentar.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE