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Com início da colheita, armazenagem da safrinha de milho preocupa em Mato Grosso

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Em Mato Grosso, a colheita do milho safrinha já se aproxima de 6% da área cultivada nesta temporada, conforme último levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Na região de Tangará da Serra, os trabalhos nos campos andam mais lentamente devido à alta umidade, porém, a perspectiva de uma safra maior do que a colhida no ano passado já preocupa os produtores rurais quanto à armazenagem do grão.

Com as chuvas que contemplaram as plantações durante boa parte do desenvolvimento da cultura, a perspectiva é que o rendimento fique acima de 100 sacas por hectare nesta temporada. No ciclo anterior, a produtividade média ficou abaixo de 90 sacas do cereal por hectare em função do clima mais seco.

“A armazenagem é uma preocupação dos produtores de milho. E a comercialização mais lenta da soja, em comparação com o mesmo período de 2016, agrava o cenário. Muitos produtores investiram em silo bolsa, mas ainda há uma apreensão em relação à capacidade de armazenagem para toda essa produção”, explica o diretor do Sindicato Rural do município, Clóvis Félix de Paula.

No caso da soja, em torno de 60% da produção colhida na safra de verão já foi negociada. E a recente queda nos preços, atualmente a saca é cotada ao redor de R$ 56 na região, deixou os negócios mais lentos. “O valor não cobre o custo de produção. Com uma produtividade de 55 sacas por hectare, os valores deveriam estar próximos de R$ 65 a saca para que houvesse um equilíbrio entre custo de produção e renda aos produtores”, completa a liderança.

Já no milho, os preços da saca têm se mantido ao redor de R$ 16,00, cotação próxima ao valor mínimo fixado pelo Governo para o estado, de R$ 16,50 a saca. Ainda na visão do diretor do sindicato, o valor está em linha com os custos de produção, dependendo da tecnologia empregada por cada produtor.

Além disso, os leilões de Pep (Prêmio para Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) têm contribuído para a sustentação dos preços praticados na região. “Se não fossem os leilões teríamos valores bem abaixo dos custos de produção. E as operações têm movimentado o mercado local nos últimos dias”, destaca o diretor.

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