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Caminhoneiros em MT impedem tráfego de carretas em 4 pontos e querem melhor preço do frete

A assessoria de imprensa da Rota do Oeste informou que quatro pontos de protestos dos caminhoneiros estão localizados na rodovia federal, no trecho de Rondonópolis. Um deles no km 119, na pista norte. No km 201, na pista sul. No km 206, as duas pistas sentido sul (o trecho é duplicado). E no km 209, na pista norte. O manifesto começou na sexta-feira.

Segundo o representante do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), Gilson Baitaca, somente caminhões e carretas de cargas de grãos (soja e milho, por exemplo) são abordados e têm a viagem interrompida. Carros, caminhonetes, ônibus e demais veículos trafegam normalmente. Baitaca afirmou que o manifesto dos caminhoneiros pode ocorrer por tempo indeterminado e que o grupo não está protestando contra o governo e sim contra as tradings ao buscar valores mais justos para o frete este ano. Segundo ele, o manifesto deve durar até que as empresas chamem os caminhoneiros para negociação.

Conforme Só Notícias já informou, em dezembro do ano passado, foi aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados o projeto (PL 528/15) que define uma política de preços mínimos para o setor de transporte de cargas. Agora, a proposta passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e, se aprovada, seguirá direto para o Senado.

O projeto determina que, nos meses de janeiro e julho, o Ministério dos Transportes regulamente os valores mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes por eixo carregado. Até que isso ocorra, o texto prevê como mínimo R$ 0,90 por quilômetro rodado para cada eixo carregado, no caso de cargas refrigeradas ou perigosas; e de R$ 0,70, nos demais tipos de cargas. Para fretes considerados curtos (em distâncias inferiores a 800 quilômetros), esses valores são acrescidos em 15%.

Desde 2015, os caminhoneiros realizam protestos em vários estados cobrando esta tabela. Em Mato Grosso, os caminhoneiros fecharam vários pontos da BR-163 e chegou a faltar combustível e gás de cozinha em várias cidades mato-grossenses.

 

Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Alex Fama