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Associação de Criadores de Mato Grosso manifesta preocupação com importação de gado

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou, hoje, preocupação a autorização concedida pelo ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a importação de bovinos e bubalinos de países que integram o Mercosul (dentre eles Uruguai, Argentina e Paraguai). “É preciso analisar o impacto dessa atitude com profundidade ”, diz o presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr, referindo-se a intenção dos frigoríficos “para abate imediato, como intencionado por alguns que solicitaram licenciamento para o ministério, tendo em vista que nada foi oficializado e não houve, também, consulta a entidades representativas do setor como a Acrimat”.

Ele pondera que Mato Grosso sempre executou um trabalho extenso na área da sanidade animal, com o ministério a frente e vários outros órgãos em auxílio, como o próprio órgão de defesa estadual – Indea presente nos 141 municípios de Mato Grosso, para atingir o status de livre da febre aftosa com vacinação, conseguindo retirar a vacinação em algumas localidades. O último caso da doença foi relatado há mais de 25 anos. “Abrir para a importação nos colocaria em risco; pode ocorrer a reinserção de doenças entre o nosso rebanho, e isso é algo que nos preocupa”.

“Com a seca que atingiu o Estado de Mato Grosso nos últimos dois anos, com mais impacto no ano passado, alguns setores da cadeia produtiva da pecuária cogitam a possibilidade de importar animais para abate. A informação, não confirmada pelo ministério que haverá abertura de importação para países fora do Mercosul, preocupa pecuaristas e entidades representativas, como é o caso da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat)”, informa a entidade.

Em termos nacionais, o Brasil conta com um serviço de defesa sanitária certificado e auditado pela OIE, o que permite ao país comercializar sua carne para mais de 150 nações. A importação de animais, por vezes de origem onde não se observa o mesmo critério, é algo que pode prejudicar a comercialização do nosso produto.

O presidente da Acrimat ressalta ainda, através da assessoria, que em relação aos preços, nada mudará. “A oferta de animais prontos pode resolver a situação de determinado frigorífico de certa região por uma, duas semanas. Mas, diante da possibilidade da importação, é importante chamar a atenção para o aspecto sanitário”.

A falta de animal pronto é uma realidade, existe uma escassez de animais devido a grande seca enfrentada pelos produtores mato-grossenses. “As chuvas estão voltando agora, e a recuperação de pasto só agora está se mostrando eficiente, o que nos dá a segurança em dizer que até março ou abril teremos animais prontos para abate”, acrescenta Oswaldo Ribeiro.

Do total do rebanho mato-grossense, que hoje chega a 30,1 milhões de cabeça. 85% são criados em pasto, e 15% em confinamento, o que assegura, com a retomada da normalização do regime de chuvas e a consequente recuperação das pastagens a entrega de animais prontos para abate nesse período.

“E é sempre bom lembrar que a pecuária é uma atividade de produção e de médio e longo prazo, portanto estes animais prontos hoje já estavam programados há três, quatro anos; então o que temos hoje é porque o pecuarista trabalha e planejou e não por especulação”, finaliza o presidente da Acrimat.

A informação é da assessoria.

Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)