PUBLICIDADE

Consciência Ambiental

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Falar de consciência ambiental não é novidade nenhuma, nem um tema recém abordado. Não só pelos impactos que o mundo vem assistindo e vivenciando, mas da forma que começou a fazer parte da vida e do cotidiano da sociedade moderna e que de certa forma vem causando mobilização de todas as classes e entidades e principalmente pelo perigoso destino que vem apontando. Mesmo assim, esse é um assunto que continua aumentando e cada vez se torna mais importante a sua discussão.

É muito comum se ver educadores, serem procurados por empresas e escolas, para formularem, orientarem ou desenvolverem programas de Educação Ambiental a partir de várias temáticas. Essas temáticas nada mais são do que trabalhos relacionados com lixo, recursos hídricos, agrotóxicos, licenciamento ambiental, desmatamento, queimadas, reforma agrária, irrigação, manejo florestal, captura e tráfico de animais silvestres, espécies ameaçadas de extinção, ordenamento da pesca, ecoturismo, unidades de conservação e tantos outros temas que, em muitos casos estão, também associados com questões étnicas, religiosas, políticas, geracionais, de exclusão social entre outros.

A situação, apesar de estar na iminência de um desastre, é muito mais simples do que aparenta: temos de nos mobilizar para encontrar soluções emergenciais, ou nada haverá a ser feito, apenas nos restará o lamento e arcar com as consequências do descuido que pessoas sem informação tiveram no passado e tem atualmente com nosso planeta. Diversas áreas de estudo, tais como ciências da terra, exatas, humanas e biológicas, desde meados dos anos 70 e 80 vem adquirindo conhecimento, consciência e força, alertando desde aqueles tempos a necessidade de se preservar e as possíveis situações que chegariam a ocorrer com o ar atmosférico e água que usamos em nosso abastecimento. Hoje, em pleno 2010, apesar da corrida eleitoral, copa do mundo em 2014, PAC e outros eventos, devemos ter o bom senso de admitir que a partir de agora, tudo dependerá de nós.

A questão que devemos nos fazer então é: "Como devemos agir?". Em algum momento já ressoou nas mentes de todos a questão relacionada ao futuro dos recursos naturais, agora ganhou voz e está cada vez mais na boca de todas as classes. O mundo todo tem trabalhado com iniciativas conservacionistas, sustentáveis, ecológicas e recicláveis, sistemas agroecológicos e o voluntariado que vem se espalhando e ganhando cada vez mais respeito e espaço. É um sinal de que alguém está preocupado e agindo, procurando fazer parte das soluções, partindo para ação sem esperar que outros o chamem. Essa é uma das atitudes que todos poderíamos tomar.

Mesmo que, se pudéssemos contabilizar todos os esforços, junto com a nossa participação, participação essa que ainda permanece efêmera, devido à falta de continuidade de entidades responsáveis pela consciência que muitas vezes iniciam uma atividade conservacionista e de preservação, mas abandona com o tempo, a nossa ajuda para manter o planeta habitável continua pequena e dependente de muita política. Não há nada de estranho ou errado nisso. É apenas um aviso de que devemos continuar trabalhando, caminhando rumo ao desenvolvimento e progresso em paralelo com todos os avanços tecnológicos. Olhar sempre para o futuro e buscar avançar na direção de um desenvolvimento que condiz com a realidade em que estamos enfrentando. Precisamos agora, ensinar para todas as crianças, jovens e muitos adultos a viver com o dilema de lidar conscientemente com os recursos naturais que ainda temos, de forma que esses também não se esgotem. É inadmissível deixar de lado o debate sobre o que faremos com os eletrodomésticos estragados ou mesmo com tecnologia ultrapassada, lixos, sucatas, dejetos e o mais importante, a devastação e poluição ambiental. Não é possível esquecer de que tudo deve ser aproveitado, reciclado, transformado, reorganizado em direção à vida, na contramão do desperdício e da falta de responsabilidade com os recursos naturais do planeta.

O que nos falta é colocar a "mão na massa" e trabalharmos com base nas pesquisas e em relatos, afinal de contas, nós, os consumidores brasileiros já não somos os mesmos de alguns anos atrás. Somos agora uma geração mais consciente, mais informada e comprometida com a vida, e também mais ciente da responsabilidade de cada um de nós no processo de participação na construção de novas idéias e preservação. Devemos colocar em prática o que a Lei da Conservação das Massas que foi publicada pela primeira vez em 1785, pelo francês Antoine Lavoisier o que hoje se chama Lei de Lavoisier que prega que: "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Segundo pesquisas realizadas em sites de preservação ambiental e por institutos ambientais, os resultados apontam que o perfil do brasileiro atual é de um cidadão mais disposto a se colocar mais do lado das empresas que defendem o meio ambiente e consumir produtos que sejam inofensivos ao meio ambiente.

Quanto mais divulgamos a necessidade de preservar e a medida que a falta de informação vai sendo deixada de lado e perdendo força, a informação vai se espalhando de forma rápida e atraindo novos colaboradores para este movimento que é coletivo de conscientização ambiental. Alguns sites apontam que a pergunta sobre o que é indispensável para uma empresa ser vista como uma organização que respeita o consumidor, a responsabilidade social recebe destaque, sendo até mais valorizada que o item preço. Portanto, estamos deixando de ver o lado egocêntrico e material das coisas e estamos começando a pensar no futuro que estamos preparando para os nossos descendentes.

Quando a questão é sobre as mudanças climáticas presenciadas em todos os países emergentes e em desenvolvimento, o resultado aponta que os brasileiros estão mais comprometidos, otimistas, e até mais preocupados, que a média global. O Brasil apresenta elevados índices de consciência ambiental, quando comparados com países desenvolvidos, com grandes tecnologias colocadas a prova, os resultados indicam que nós, brasileiros superamos os países tidos como mais desenvolvidos, a exemplo da França, Estados Unidos e Alemanha.

Outro tema muito recorrente e comumente tratado é o aquecimento global. As pesquisas mais uma vez mostram que os brasileiros também demonstram muita preocupação com o assunto. Então a prioridade para o país é crescer economicamente de forma que possamos cuidar do ambiente. Devemos então propagar a informação, agir de forma responsável e sustentável ecologicamente falando e optando por produtos e serviços que demonstram comprometimento com o meio ambiente e a qualidade de vida da sociedade como um todo. Uma realidade que promete melhorar cada vez mais, conforme o despertar de toda a população para a importância do verde em nossas vidas.

* Caio Batista Muller é Engenheiro Agrônomo, Mestre em agricultura Tropical e Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Agronegócios da Faculdade de Sorriso (FAIS).

 

COMPARTILHAR

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias

Somos muito mais do que as barreiras que enfrentamos

Nossa história como mulheres é marcada por resistência, coragem...

Mato Grosso muito além das urnas

Há experiências que não terminam quando chega ao fim...

Transparência digital: mais do que um portal, uma cultura

A transformação digital dos municípios não pode ser reduzida...