PUBLICIDADE

Marina e o meio ambiente por inteiro

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Tive a incumbência e o privilégio de participar, na condição de representante eleito da sociedade civil do estado de Mato Grosso, da II Conferência Nacional do Meio Ambiente, que aconteceu em Brasília, em dezembro passado.

O meio ambiente, foco principal das discussões, e suas relações com o desenvolvimento sócio-econômico, foram os elementos que nortearam a produção de propostas que servirão de diretrizes para que o Ministério do Meio Ambiente possa estar implantando políticas públicas em consonância com anseios da sociedade brasileira.

Atitude ousada do governo federal que conferiu – assim como tem acontecido em outros setores (referendo do desarmamento, conferência de cultura, conferência das cidades, elaboração de planos diretor, etc.) à população a possibilidade de decisão, dando mostras de que cada vez mais estamos caminhando em direção a uma democracia cada vez mais participativa.
Marina Silva, nossa ministra do Meio Ambiente – e digo nossa por entender que é uma autêntica representante do povo brasileiro – foi a grande estrela da Conferência. Uma estrela que prefere se identificar como cabocla, como uma acreana que cresceu extraindo seringa. Uma estrela que é fruto de nossa miscigenação, do sofrimento do trabalhador brasileiro, da história de resistência de um povo.
E lá estava Marina, aplaudida em pé por um público diverso, multicultural – com representação de todos estados brasileiro – humilde e corajosa. A ministra que domina as letras, os discursos, mesmo sendo alfabetizada quando praticamente já era adulta, continua a mesma cabocla-ambientalista que compreende como ninguém as línguas da floresta.

Passada a Conferência, Marina e sua equipe têm a incumbência de colocar em prática, no decorrer de 2006, tudo que foi acordado pelos conferencistas além de abrir novamente a discussão de temas polêmicos como a transposição do Rio São Francisco, o “velho Chico”. Talvez seja este o tema que gerará debates ásperos por conta de viabilidade técnica e motivações histórico-culturais, permeadas pela relação de um rio com a gente que o margeia. Mas também tem a questão da manutenção das florestas em pé, a ocupação do solo, a destinação de resíduos…
Bom trabalho ministra. E a todos nós também!

João Batista Lopes da Silva
Professor na Universidade do Estado de Mato Grosso

COMPARTILHAR

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias

Mato Grosso muito além das urnas

Há experiências que não terminam quando chega ao fim...

Transparência digital: mais do que um portal, uma cultura

A transformação digital dos municípios não pode ser reduzida...

Mato Grosso cresce com quem empreende

Em 5 de outubro, celebramos o Dia do Empreendedor...

A eleição virou guerra pelo poder

Quando chega a eleição é o momento em que...