PUBLICIDADE

CPMI das Fake News aprova 3 requerimentos de deputado mato-grossense

PUBLICIDADE
Só Notícias (foto: assessoria)

Três requerimentos pedindo a presença do Procurador-Geral da República, Diretor-Geral da Polícia Federal e representante da Federação das Associações das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) foram aprovados, hoje, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News. Autor dos convites, o deputado federal Leonardo Albuquerque quer debater as formas de acesso da Justiça brasileira aos dados de aplicativos como o Facebook e o Google na apuração de crimes cibernéticos.

“Considerando que a propagação de notícias falsas no ambiente digital levantou suspeitas de afronta à democracia brasileira, de beneficiamento de candidatos e comprometimento do equilíbrio do pleito eleitoral; e que o Ministério Público vem se posicionando em diversos casos, analisando os limites da liberdade de expressão no ambiente digital, considero relevante que o MPF seja convidado a contribuir com nossos trabalhos”, justificou o mato-grossense

Ele apresentou os requerimentos com base nos fundamentos da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 51, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A Assespro questiona se a Justiça brasileira possuiria ou não jurisdição sobre as empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil. A então procuradora geral Raquel Dodge se manifestou no sentido de considerar que as empresas de aplicativos devem obedecer às leis brasileiras para fornecimento de dados, conforme determina o Marco Civil da Internet e o Código de Processo Civil.

De acordo com Dr. Leonardo, as autoridades nacionais precisam obter as informações coletadas por essas empresas para dar efetividade à apuração de muitos crimes cibernéticos. Por isso, considera importante que a Polícia Federal apresente o seu posicionamento, bem como eventual dificuldade no acesso aos dados dos aplicativos durante investigações. A Assespo também terá oportunidade de apresentar seu posicionamento. A data das participações ainda não foi definida.

Na mesma sessão, foram aprovadas a convocação de nove empresas de serviços de comunicação digital e cinco provedoras de telecomunicações para prestarem depoimento. As empresas devem enviar os seus representantes legais. Foram chamadas a depor as provedoras Claro, Nextel, Oi, Tim e Vivo. Já a lista das empresas de serviços traz AM4, CA Ponte, Croc Services, Deep Marketing, Enviawhatsapp, Kiplix, Quickmobile, SMS Market e Yacows. Todas elas trabalham com comunicação direcionada por meio de mídias digitais.

A CPMI é composta por 16 senadores e 16 deputados, terá 180 dias para investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio. O presidente é o senador Angelo Coronel (PSD-BA) e a relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA). A informação é da assessoria.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Nova Mutum investe R$ 92 milhões a mais que o mínimo estabelecido na saúde pública

A prefeitura destinou 24,67% da arrecadação total, no último...

Principal avenida de Cuiabá será parcialmente interditada para obras do BRT

Trechos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como...

Projeto para novo viaduto em Sorriso deverá ser protocolado na ANTT em 30 dias

A prefeitura de Sorriso detalhou hoje os trâmites técnicos...
PUBLICIDADE