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PSL de Mato Grosso também recorrerá ao TSE para derrubar cassação de Selma Arruda

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Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: arquivo/assessoria)

Além da defesa particular da senadora cassada Selma Arruda (PSL), o partido também deve recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TER) que tirou o seu mandato por abuso de poder econômico e por caixa 2 durante a campanha do ano passado. A confirmação do recurso é do presidente da sigla em Mato Grosso, deputado Nelson Barbudo, que emitiu nota em defesa da colega parlamentar.

“O presidente do PSL de Mato Grosso destaca que, junto com a Juíza Selma, vai recorrer às instâncias superiores para que os votos recebidos por ela sejam respeitados e que a verdade dos fatos seja restabelecida”, diz trecho da nota.
Barbudo vincula a atuação de Selma como juíza federal, o que rendeu a ela o apelido de “Sérgio Moro de saias”, ao seu perfil político dizendo isso “demonstra claramente que nenhuma ilegalidade seria efetivada em sua carreira política”.
Selma Arruda foi cassada anteontem por 7 votos em sessão do TRE, mas vai permanecer no cargo enquanto recorre da decisão.

Neste tempo, enquanto esperam o desfecho e a realização de uma eleição suplementar, alguns políticos, como o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) já começam a lançar seus nomes para a disputa.

O pleno do tribunal cassou Selma por unanimidade. O relator das ações, que também resultaram em sua inelegibilidade, Pedro Sakamoto, manifestou, em seu voto, que foram feitos pagamentos de despesas de campanha e não declarados na prestação de contas (reprovada, ano passad0). “É inegável pagamentos feitos apartado da prestação de contas” que totalizaram R$ 729 mil, decidiu o relator. “É possível constatar que parte dos serviços foi prestado fora do período eleitoral”. “Pude constatar que material de marketing típicos que, a rigor, só podiam ser realizados após a data da convenção partidária”.

Sakamoto constatou que houve caixa 2 na campanha de Selma de “R$ 1,23 milhão sem que tenha havido qualquer registro na contabilidade oficial de campanha”. Ele enumerou pagamentos feitos por Selma para funcionários, advogados e um contador e citou resolução do TSE que devem ser pagas com recursos da conta da campanha. “Contudo não foi o que aconteceu. E as despesas à margem da campanha não param por aí”, constatou relator apontando que foi contratada empresa de pesquisa por R$ 60 mil, através de TED (R$ 24 mil cada) da conta pessoal de Selma. Outra empresa de pesquisa foi contratada por R$ 16,5 mil.

Selma obteve empréstimo de R$ 1,5 milhão feita pelo suplente Gilberto Possamai e os gastos feitos foram feitos sem respeitar as normas eleitorais e, dessa forma, ficou constatada a origem irregular da operação que só poderia só ser feita com instituição financeira e não empréstimo pessoal, “o que e é irregularidade grave”.

A senadora informou, após o julgamento, que está tranquila da decisão do pleno do Tribunal Regional Eleitoral, que cassou, por unanimidade, o seu diploma eleitoral, esta tarde. Além disso, vai recorrer da decisão em instâncias superiores. “Estou tranquila com a decisão proferida. A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados”.

 

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