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Queimadas rurais estão proibidas em MT e federação orienta produtores

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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) está orientando os produtores a tomarem alguns cuidados para evitar que o fogo atinja sua lavoura ou a propriedade porque de julho e setembro a estiagem, o sol forte e o vento são mais intensos. Neste mesmo período, as queimadas controladas, prática agrossilvipastoril autorizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para viabilizar a agricultura e renovação de pastagens, ficam proibidas. A restrição é preventiva, começou no sábado (15) e vai até dia 15 de setembro para evitar incêndios, já que as condições climáticas neste período são propícias à propagação do fogo.

E este tempo seco coincide com a colheita da segunda safra de milho. Nessa época, o fogo pode ser provocado pelo próprio maquinário que aquece durante a colheita, por isso a prevenção é considerada a melhor alternativa neste período. O analista de Meio Ambiente da Famato Thiago Moraes informa que medidas simples podem ser adotadas. “ O produtor precisa ficar atento aos horários de colheita. O ideal é que ela seja feita nos horários em que o sol não esteja tão forte, no início da manhã e no final da tarde”, orienta Moraes.

Outras medidas simples, mas muito importantes são manter um tanque d’água próximo ao local da colheita e treinar os operadores de máquinas e outros funcionários para combater o fogo. Os incêndios acidentais também podem afetar as lavouras e causar prejuízos aos produtores. Para organizar os trabalhos preventivos, o produtor pode elaborar um plano de prevenção. Nestes planos são detalhadas, de forma simples e objetiva, as atividades que serão desenvolvidas em uma determinada área para prevenir incêndios florestais.

Os aceiros, faixa livre de vegetação, onde o solo fica descoberto podem ajudar a evitar a propagação do fogo. “Cabe ao produtor fazer a manutenção dos aceiros naturais que podem ser as estradas. Eles devem ficar limpos e trafegáveis principalmente durante a área de maior perigo de incêndios. Há também a possibilidade de se construir os aceiros”, explica o analista.

A implantação de vegetação com folhagem menos inflamável, formando uma cortina de segurança, é uma prática eficiente para reduzir a propagação do fogo, pois dificulta o acesso do fogo às copas, facilitando o combate. A construção de pequenos açudes ajuda na obtenção de água no caso de combate a incêndios.

Quem fizer queima para limpeza e manejo nas áreas até 15 de setembro pode levar multas que variam entre R$ 1 mil a R$ 7,5 mil (pastagem e agricultura) por hectare além de correr risco de detenção.  Nas áreas urbanas o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro.

O Governo do Estado lançou o “Plano de Combate e prevenção às queimadas” com cerca de R$ 3 milhões em investimentos na estrutura de prevenção e resposta. A estrutura de prevenção e combate deste ano contará com as 18 unidades do Bombeiro Militar, instaladas nos municípios mais populosos, com um efetivo de 1,4 mil bombeiros; 11 brigadas mistas, para atender áreas sensíveis, oito bases descentralizadas; duas equipes de perícia florestal (Bombeiro e Politec); cinco viaturas ABTF (Auto Bomba Florestal); uma ATC (Auto tanque combustível); 13 caminhonetes (Sema e Bombeiro); duas aeronaves de combate a incêndio florestal e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Áreas (Ciopaer), informa a assessoria.

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