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Acusado de tentar matar ex-mulher e colega em Sinop é inocentado em júri popular

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O tribunal do júri inocentou, ontem, João Paulo dos Santos Esteves, 28 anos, da acusação de tentativa de feminicídio contra a ex-mulher, Jessyca Mombelli Santos, e da tentativa de homicídio contra Antônio Fábio Soares Bispo. As vítimas eram colegas de trabalho e foram atingidas por golpes de faca. O caso ocorreu no dia 8 de abril de 2014, na rua das Violetas, no Jardim das Violetas.

Os jurados reconheceram a materialidade e autoria delitiva dos dois crimes. No entanto, decidiram por absolver o réu da acusação da tentativa de homicídio contra Antônio. Em contrapartida, por maioria, entenderam que João Paulo não deu início ao crime de feminicídio.

Os jurados ainda votaram por condenar o réu por ameaça (contra a ex-mulher) e posse de munições, e absolver da denúncia de furto. Desta forma, a juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim, fixou a pena de três meses de detenção pelo crime de lesão corporal contra Jessyca. Ela ainda determinou um mês de detenção pelo crime de ameaça e um ano de reclusão por posse de munições.

O regime inicial de cumprimento das penas será aberto. João Paulo, no entanto, ainda pode recorrer da sentença.

Conforme Só Notícias já informou, Jessyca relatou que não convivia com o João Paulo, há mais de um ano, antes do crime. Alegando ter sido ameaçada, ela justificou que fugiu para o Pará, “no entanto o ex-marido descobriu seu endereço e foi atrás”. Em sua versão, a vítima ainda contou que decidiu voltar para Sinop, após saber que o réu havia ido embora para o Paraná.

Ela contou ainda que estava em casa, dormindo, quando ouviu a porta ser arrombada. Segundo sua versão, João Paulo entrou com a faca em punho e a feriu na barriga. Em seguida, Antônio, que trabalhava na lanchonete da qual ela era sócia, e que morava no mesmo terreno, e que também acabou sendo atingido. Após ser preso, João Paulo ameaçou Jessyca. No mesmo dia, conforme este relato, sumiram da casa da vítima uma pulseira e um anel, além de dinheiro.

Ao ser interrogado, o réu confirmou que mantinha um relacionamento com a vítima. Segundo ele, naquele dia, Jessyca ainda não havia aparecido em sua casa e, por tal razão, decidiu ir até a lanchonete onde ela trabalhava. No local, ele se dirigiu até a janela de seu quarto, “onde pensou ter ouvido os gemidos de Jessyca com outro homem, levando-o a crer que a vítima estaria mantendo relações sexuais com outra pessoa”.

Segundo João, “tomado pelo ciúme arrombou a porta da casa da vítima, tendo iniciado uma discussão”. Ele relatou que “não sabe precisar em que momento pegou a faca e feriu Antônio Fábio”. No entanto, negou que tenha “atentado contra a vida de Jéssyca” e garantiu que “apenas discutiram verbalmente, sendo que o máximo que poderia ter feito, foi empurrá-la contra a parede”. Ele também afirmou que não furtou os objetos e o dinheiro da vítima.

João Paulo foi preso logo após o crime, porém, a magistrada, em janeiro deste ano, deu a ele o direito de cumprir prisão domiciliar, em razão de grave estado de saúde.

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