
O Ministério Público também já havia emitido parecer contrário ao pedido de liberdade sustentando por meio do promotor Natanael Moltocaro Fiuza, que a investigação até o momento mostrou-se singela e incompleta, havendo a necessidade de se baixar os autos para se providenciar várias diligências relevantes para a elucidação do crime e das circunstâncias em que foi perpetrado.
“Ademais, ao menos pelo que há nos autos até o presente momento, é necessária a manutenção da prisão cautelar como forma de assegurar a ordem pública, quedando-se evidenciada a gravidade concreta do delito pela desproporcionalidade entre a suposta atitude da vítima e a conduta do autuado que, em princípio, agiu de forma a impedir a defesa de Vilceu”, destacou o magistrado em sua decisão.
Para atender ao pedido do Ministério Público que considerou o inquérito incompleto e o devolveu solicitando diligências complementares, o delegado do caso, Sidney Caetano Paiva vai reabrir as oitivas para ouvir pelo menos mais 6 pessoas nos próximos dias. Entre elas, a esposa e o filho do ex-secretário Vilceu Marchetti. Também foi requisitado pelo promotor de Justiça, Natanael Moltocaro Fiuza, a juntada de documentos da fazenda bem como documentação que comprove o vínculo empregatício do acusado e da vítima na propriedade.
De acordo com o delegado, o Ministério Público solicitou que sejam ouvidos os empregados para ter mais clareza e melhor esclarecimento antes de oferecer a denúncia. “Isso é comum, até porque só tínhamos 10 dias para finalizar o inquérito e enviar. Não dá tempo de ouvir todos. Depois se falta complementar alguma diligência do MP devolve”, explica Sidney Caetano.
O filho de Vilceu chegou no local do crime junto com a Polícia e acompanhou todo o trabalho dos peritos. Ele já prestou declarações, mas deverá ser ouvido novamente. De acordo com o delegado, o acusado trabalhou por 6 anos no estado de Santa Catarina e estava na fazenda em Leverger há cerca de 10 dias para ser o responsável pela propriedade. O delegado diz que durante a condução do inquérito concluiu que o crime foi passional. Ele ouviu a esposa do acusado e ela confirmou que o Vilceu estava a assediando. O laudo de necropsia e o exame pericial do local do crime ainda não estão prontos.
Vilceu foi morto a tiros na noite do dia 7, na fazenda Mar Azul, na qual ele trabalhava. Marafon que era caseiro confessou ter matado o ex-secretário motivado por vingança, pois segundo ele, a vítima estava assediando sua esposa.


