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Fazendeiro é preso e confessa triplo homicídio em Mato Grosso

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O homem de 37 anos teve o mandado de prisão temporária cumprido, esta manhã, em ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Polícia Civil de Poconé e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Ele foi encontrado na Comunidade 120, na zona rural de Poconé (104 quilômetros de Sinop), onde trabalha e tem uma fazenda de criação de gado.

Na propriedade do suspeito foram apreendidas três armas, sendo uma carabina calibre 22, um revólver calibre 38 e uma espingarda modificada para calibre 22, que possivelmente foram utilizadas no crime. Após interrogatório, os delegados Guilherme de Carvalho Bertoli, Olímpio da Cunha Fernandes Junior, Fausto José Freitas da Silva e o delegado geral Adriano Peralta Moraes apresentaram as informações sobre o caso.

De acordo com o delegado Guilherme Carvalho Bertoli, uma força tarefa foi montada para apurar o triplo homicídio, registrado em Poconé, cabendo ao GCCO a instauração e presidência da investigação em parceria com a Delegacia de Poconé e DHPP. Ontem, as equipes conseguiram chegar autoria do crime, representando pela prisão temporária do suspeito e mandado de busca e apreensão domiciliar, que no mesmo dia foram expedidos pela comarca de Poconé.

“As equipes vislumbravam a todo momento identificar a autoria do crime e suas circunstancias. A decretação das ordens judicias possibilitaram a prisão do autor e apreensão das armas utilizadas no crime. O criminoso não só confessou o crime, como deu detalhes, expondo a motivação, demonstrando frieza durante todo interrogatório”.

Em interrogatório, o acusado confessou o crime e disse que era amigo de longa data da vítima. Segundo o suspeito, esta vítima era líder de uma quadrilha que furtava gado e chegou a seu conhecimento que a vítima planejava um furto em fazendas da região, que seriam de seus parentes. Devido a isso, decidiu executar os homicídios e frustrar os planos.

No dia do triplo homicídio, o acusado foi até a casa da vítima, com duas armas de fogo. Ao chegar a residências das vítimas, ele chamou pela vítima e utilizou o revólver para executar o “amigo” assim que ele abriu a porta.

O suspeito entrou na residência para verificar se tinha mais alguém no local e percebeu que a esposa da vítima tentando se esconder embaixo da cama. Antes de ser executada, ela falou o nome do acusado, mostrando que o havia reconhecido, razão pela qual o suspeito decidiu executá-la.

Segundo o acusado, ele não sabia que a filha do casal de 5 anos estava escondida embaixo da cama com mãe, vindo a saber da morte da menina na manhã seguinte, pelos comentários de moradores da região. Antes de deixar a casa, ele ainda efetuou um disparo com a espingarda calibre 22 na cabeça da primeira vítima.

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