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Por falta de fiscal presos recebem a própria alimentação na cadeia de Várzea Grande; afirma Tribunal de Contas

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Na ausência de um fiscal designado especialmente para o trabalho, o recebimento da alimentação dos presos e servidores do Centro de Ressocialização de Várzea Grande é feito pelos próprios reeducandos. A situação foi flagrada pela equipe de auditores do Tribunal de Contas em visita à unidade prisional.

Segundo o TCE, sem treinamento, os reeducandos não estão habilitados a fiscalizar a alimentação e verificar, por exemplo, pesagem, cardápio ou qualidade dos produtos oferecidos, como previsto no contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e a empresa fornecedora do alimento.

A irregularidade foi classificada como grave pela equipe de auditores do TCE-MT, pois pode resultar em recebimento e pagamento por refeições contratadas que não condizem com as produzidas e consumidas pelos agentes e reeducandos. Sem fiscalização, também ocorre a não aplicação de sanção por descumprimento parcial de cláusulas contratuais.

Outra irregularidade grave verificada na auditoria foi a descontinuidade dos relatórios da equipe de nutricionistas da Sejudh, que são as fiscais técnicas do contrato. De março a outubro de 2016 elas visitaram as cozinhas industriais da empresa contratada e elaboraram relatórios apontando problemas na guarda e conservação de produtos e gêneros alimentícios, na higienização do local e nos utensílios utilizados para a preparação dos alimentos.

Porém, como os relatórios contêm inconsistências, não é possível saber se as falhas foram solucionadas ou se a empresa foi penalizada. "Não ocorre a fiscalização técnica efetiva. A empresa não efetua as correções das falhas apontadas pela equipe técnica e não há sanção para esse descumprimento", descreve trecho do relatório.

O contrato entre a Sejudh e a empresa tem como objeto fornecimento e preparação de alimentação para atender aos servidores penitenciários plantonistas e aos presos das seguintes unidades penitenciárias: Penitenciária Feminina "Ana Maria do Couto May", Penitenciária Central do Estado; Anexo PCE – Polinter; Centro de Ressocialização de Cuiabá, Casa do Albergado de Cuiabá, Cadeia Pública de Várzea Grande , Casa do Albergado de Várzea Grande – Unidade Masculina e Feminina, e Cadeia Pública de Santo Antônio de Leverger. O valor do contrato é de R$ 28.239 milhões.

Participaram da auditoria o secretário da 5ª Secex, Francisney Liberato Batista Siqueira, a supervisora, Rosilene Guimarães e Silva, a coordenadora Gleice Néia da Guia Magalhães Ramos, e o auditor público externo, Oziel Martins da Silva. Além da alimentação dos presos, a auditoria analisou o contrato das tornozeleiras eletrônicas, o cumprimento pela Sejudh da Lei de Acesso à Informação e avaliou ainda a estrutura e o funcionamento do controle interno da secretaria no ano de 2016.

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