
A investigação iniciou em janeiro, depois que a empresa fez uma denúncia, suspeitando que gerentes estariam desviando materiais (aço, perfis), por meio do cancelamento de notas fiscais de vendas. Mas os produtos não voltavam para o estoque e empresários receptadores pagavam aos gerentes e outros envolvidos presos. Na última sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou a operação e foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e nove buscas e apreensões, em Sinop, Sorriso, Alta Floresta, Tangará da Serra e Rondonópolis. Também houve pedido judicial para sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis dos envolvidos. A Polícia Civil representou pela apreensão de casas, automóveis e motocicletas de luxo, terrenos, uma fazenda, folhas de cheques que somadas chegam ao valor de R$ 200 mil, além de computadores, celulares, materiais e mercadorias da empresa. Em Sinop, foram apreendidas três motos, um veículo BMW e outros carros que seriam do gerente preso, apontado como o líder do esquema onde teriam sido desviados cerca de R$ 15 milhões.
O crime também contava com a participação de outros dois gerentes da empresa em Sinop, além de um representante comercial em Tangará da Serra e o gerente de expedição em Rondonópolis. A polícia acredita que, em dois anos, eles teriam cancelado cerca de 1.200 notas fiscais em dois anos. A estimativa é que o grupo desviava entre R$ 100 a 300 mil por mês”.


