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Estado e Unesco assinam parceria para abertura de escolas aos finais de semana

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Abrir as escolas aos finais de semana para a comunidade e, com isso, estimular uma cultura de paz. Esta é a principal meta de um termo de Cooperação Técnica que foi assinado nesta quinta-feira (05.10) pela secretária de Estado de Educação, Ana Carla Muniz e o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Mato Grosso, Antonio Carlos Maximo.

O termo de cooperação técnica entre o Governo Brasileiro, por meio do Estado de Mato Grosso e a Unesco, prevê inicialmente a abertura de escolas localizadas em bairros com maiores índices de violência. Entretanto, de acordo com a secretária, a meta é chegar ao final de três anos, período de validade do termo, com 120 unidades escolares abertas aos finais de semana.

“Nossa idéia é implantar o projeto já no início de 2007. Com esta ação, além de reforçar a cultura da paz, poderemos ampliar os projetos que já desenvolvemos de natureza extracurriculares. Isso porque ele prevê a oferta de atividades sócio-culturais e esportivas, não apenas aos estudantes, mas também a toda a comunidade”, destacou Ana Carla.

A secretária ainda observou que todas as ações implementadas em conjunto com a Unesco deverão estar vinculadas ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade escolar. “Contribuindo, dessa forma, para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem”, complementou.

De acordo com Maximo, este projeto que no restante do país tem o nome “Abrindo Espaços para a Paz”, deverá transformar as escolas em centros de lazer, cultura, esportes, artesanatos, palestras e outros movimentos cívicos. “Vamos levar o teatro, a dança, a música e as atividades esportivas para dentro da unidade escolar”, observa ele, ao acrescentar que a partir dessas atividades, o objetivo é criar um sentimento na população do entorno do estabelecimento de ensino de que o espaço da escola é também um espaço da própria comunidade, portanto precisa ser cuidado.

Juventude e Violência

Dados da Unesco revelam que entre os anos de 1993 e 2002, o número de mortes por homicídio aumentou no conjunto da população em 62,32%. Quando considerados apenas os jovens, este percentual salta para 88,60%. A situação é ainda mais preocupante entre a população masculina de jovens. Neste caso, o índice sobe para 93%.

“Temos dados concretos de que em vários locais onde foi implantado o projeto o índice de violência caiu sensivelmente. Desta forma, a educação cumpre seu papel de ser um elemento essencial na coesão social e diminuição da violência entre os jovens e a comunidade. O próprio governo do Estado enxerga a educação como libertadora e que permite às pessoas desenvolverem competências e habilidades que fazem diminuir sua vulnerabilidade em relação ao exercício da cidadania”, finaliza o coordenador da Unesco.

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