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Angola é nova opção de comércio para empresários de Mato Grosso

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A África pode ser mais atrativa para os negócios do que muitos empresários imaginam. Angola, por exemplo, apresenta-se como alternativa cada vez mais promissora no mercado internacional. Desde o fim da guerra civil, o país investe os recursos das vendas de petróleo em diversos segmentos, o que promoveu o incremento do comércio exterior. Para divulgar as oportunidades com o país, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), apresentou, esta semana, o seminário ‘Oportunidades de Negócios em Angola’, em Cuiabá e Rondonópolis.
 
A iniciativa revelou uma série de informações fundamentais para fomentar os negócios entre os empresários mato-grossenses. Carne bovina, soja, peixe e produtos cerâmicos são alguns dos produtos importados por Angola que figuram na pauta de exportações do Estado. Outro fator que pode ser determinante para estimular os negócios é a facilidade na comunicação: o idioma oficial de Angola é o português.
 
“Angola é a quarta economia da África. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real foi de 16% em 2008. O petróleo e o diamante representam cerca de 60% do mercado interno e mais de 90% das exportações do país. Hoje, o Brasil é o quarto país que mais exporta para a Angola e essa participação pode crescer ainda mais, em função da variedade dos produtos que eles demandam”, avaliou o analista de Inteligência Comercial da Apex-Brasil, Ulisses Pimenta.
 
Durante o seminário, os representantes da Apex evidenciaram o fato que o Brasil tem se beneficiado do crescimento econômico angolano. “No começo do ano 2000, o país exportava US$ 200 milhões por ano para seu parceiro africano. Em 2008, este montante foi de US$ 1.975 milhões, valor dez vezes superior”, informou o analista. Em termos relativos, Angola representava entre 0,2% e 0,3% do total exportado pelo Brasil, ao passo que, em 2008, tal indicador atingiu a marca de 1%.
 
Tais números apontam que as exportações do Brasil para Angola cresceram, em um ritmo médio, duas vezes mais que o verificado nas exportações totais brasileiras. “Isso se deu em um momento no qual o Brasil passou a recuperar seu market share nas exportações globais. Em 2008, Angola já era o 23º principal mercado de destino das exportações brasileiras”, explicou Pimenta.
 
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de Mato Grosso para o país cresceram 157% em 2008, comparando com o mesmo período de 2007. “Em 2007, o Estado exportou ao país U$ 8 milhões. Já em 2008 esse número subiu para mais de U$ 20 milhões. Os principais produtos exportados foram carne bovina, de aves e suína; milho, óleo de soja e madeira”, ressalta o diretor do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Gustavo de Oliveira.
 
As informações repassadas no seminário compõem um estudo detalhado sobre Angola, produzido pela Apex-Brasil, que contém as características regionais, trâmites aduaneiros e logísticos, importações angolanas, comércio Brasil-Angola, setores com potencial de venda para o país, estratégias de entrada no mercado, entre outros. Durante o evento, os empresários também conheceram o Projeto Tradings, da Apex-Brasil, que visa aumentar a participação de pequenas e médias empresas nas exportações brasileiras por meio de empresas Comerciais Exportadoras e Trading Companies.

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