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Alta Floresta: produção de abelha é nova alternativa de renda

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Pequenos produtores de Alta Floresta começaram a trabalhar com uma nova atividade visando a ampliação da renda: a produção de abelhas sem ferrão da Amazônia, cuja característica é de alto poder de polinização. Conhecida como meliponicultura, a atividade servirá para abrir novas oportunidades econômicas e está sendo trabalhada em conjunto com Executivo. A produção inicial é de 10 colmeias e, o objetivo, em dois anos, é multiplicar para 250. A propriedade de Ércio Luedke está sendo utilizada para o procedimento.

“O cultivo das abelhas sem ferrão da amazônia embora ainda seja uma atividade embrionária em Alta Floresta, possui características que já lhe credenciam. Seu mel tem consistência e fluidez muito característico, que chega a ser ralo, lembrando os licores. Outra peculiaridade é que as meliponíneas adicionam enzimas salivares, que dão um toque de acidez ao mel, suavizando o seu sabor”, explicou o Gestor do Programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires, Fernando Oliveira, através da assessoria. Segundo ele, as abelhas sem ferrão desidratam menos, deixando mais unido o mel, ou seja, o perfume da flor não dispersa tornando o mel muito saboroso no consumo. 

Outro objetivo da produção da abelha é manutenção da floresta que está sendo replantada. “As meliponíneas são as principais agentes polinizadoras das florestas. Estudos comprovam que se você retirar todas as abelhas sem ferrão de uma área, 14% de espécies de árvores desapareceriam em 5 gerações. Se você trabalha com reflorestamento e não se preocupa com a polinização, significa que as árvores irão crescer, entretanto, em um determinado momento elas irão morrer pelo fato de não ter este trabalho de polinização”, acrescentou o gestor.

As abelhas não oferecem riscos e são consideradas dóceis. Atualmente, a agricultura familiar do município tem aproximadamente 1,5 mil famílias sendo atendidas.

 

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