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Caso Bassan: Sérgio é inocentado e MP vai recorrer

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop acaba de absolver, por 4 votos a 3, o gerente de restaurante Sergio Muller, 32 anos, da acusação de tentativa de homicídio ao juiz Cesar Bassan, em 31 de janeiro deste ano, no centro da cidade. A maioria dos jurados acatou a tese da defesa de negativa da autoria. A sentença foi anunciada pela juíza Paula Casagrande, às 03:10hs, depois de 19 horas de júri popular. Ela nem tinha concluído a leitura da decisão quando Sergio literalmente desabou aos prantos. Ele ficou 10 meses preso sob acusação de atirar no juiz devido a um desentendimento seguido de acidente de trânsito e deixá-lo paraplégico. A juíza expediu alvará de soltura imediatamente. Sergio saiu do júri e foi direto para casa. Ainda no plenario da câmara, recebeu o abraço emocionado de familiares.


•Veja fotos do julgamento clicando aqui

Seu advogado, Luiz Gomes dos Santos, disse que o fator decisivo para a absolvição foi a “insuficiência de provas. Não havia elementos para condenação”, afirmou. O advogado conseguiu, durante o júri, fazer uma demonstração em uma caminhonete, que Sergio não teria feito os disparos da forma com que o laudo técnico da perícia estava apontando. O juiz estava em sua caminhonete quanto foi baleado. A arma até hoje não apareceu. “Agora, foi feito justiça”, acrescentou Santos, que trabalhou no caso com os advogados Walter Macedo e Maria Elisabete Fripp dos Santos. No jugalmento, ele chegou a ler uma carta criticando o Tribunal de Justiça por não ter concedido habeas corpus para Sergio, que é réu primário e tem bons antecedentes.

O promotor Marcos Bulhões anunciou que vai recorrer da decisão do tribunal do júri. “Na minha opinião este júri é nulo. A decisão dos jurados não encontra amparo legal nas provas dos autos. Também houve incidentes durante o julgamento como indeferimento da oitiva de um perito criminal sobre o crime”, explicou o promotor, ao Só Notícias. Marcos Bulhões também aponta que, parte dos jurados, é aluno e ex-alunos do advogado Luiz Gomes dos Santos, professor de Direito em Sinop.

O advogado Claudio Alves Pereira, que foi assistente de acusação, disse que a decisão do tribunal do júri deve ser respeitada e tem o mesmo posicionamento de Bulhões. Para ele, a culpa foi jogada sobre Fabio e a “a situação dos jurados é o grande motivo para a anulação”, declarou.

A esposa do juiz baleado, Zeolandia Bassan, estava inconformada com a decisão. “A justiça dos homens falha, mas a de Deus, não. Houve muitas mentiras”, afirmou, referindo-se a versão apresentada por Sergio. “É muito difícil aceitar esta decisão e conviver com a situação que meu marido vive hoje. Ele está péssimo. Ele me chama à noite até para trocar fraldas”, desabafou. “Trabalhamos a vida inteira para chegarmos felizes a velhice e vem um homem e acaba com a vida de meu marido”, acrescentou.

O segundo réu no ‘caso Bassan’ será julgado no próximo dia 22, em Sinop. Fabio Toledo é acusado de co-autoria na tentativa de homicídio. Ele estava com Sergio e Claiton Lopes, no dia do crime. Claiton foi inocentado.

(atualizada às 10:12hs)

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