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Medicamento no Estado passará a ser gerenciado por OSS

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O Instituto Pernambucano de Assistência Social (Ipas) é a Organização Social de Saúde (OSS) selecionada para gerenciar o armazenamento e distribuição de medicamentos no Estado. A homologação foi publicada no Diário Oficial e prevê pagamento anual de R$ 584,3 mil pelo serviço, que é alvo de críticas há vários anos pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Na Farmácia de Alto Custo, as pessoas enfrentam a demora no atendimento e a falta constante de medicamentos.

Conforme a homologação, o IPAS será responsável pelo fluxo dos processos administrativos, armazenamento e movimentação de materiais, medicamentos e insumos de saúde e administração de estoques. A central telefônica de atendimento e informatização da rede de assistência farmacêutica também será de competência do Instituto. A escolha da OSS foi feita por meio de chamamento público, no qual analisa as condições técnicas das candidatas.

Uma das metas do novo gerenciamento é melhorar o atendimento à população, que reclama do serviço prestado. Há 2 meses, o aposentado Geraldo dos Santos, 72, está em busca do medicamento para a asma. A requisição data do dia 18 de maio e somente ontem ele conseguiu (11) adquirir o remédio na Farmácia de Alto Custo. No período sem acesso ao produto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele conta que recorreu à rede privada. Uma caixa do Alenia custa em torno de R$ 120 com refil e ele afirma ter dificuldade em pagar, pois recebe somente R$ 545 por mês.

O aposentado diz que as idas e vindas prejudicam o tratamento e após o prazo de prescrição do médico, é obrigado a retornar para renovar a receita. Isto leva tempo, pois marcar as consultas tem sido outra dificuldade, relata.

A dona de casa Odete Arruda, 59, também utiliza o Alenia e conta a mesma instabilidade em adquirir o remédio. Por conta dos atrasos, ela precisou comprar o medicamento, que tem custo alto para o seu orçamento.

A dona de casa Cleide Luiza Galvão, 54, diz que não encontrou o medicamento para o filho recomendado no começo deste ano pelo médico. O psiquiatra receitou o Leponex, mas só foi disponibilizado o genérico, Clozapina. O filho de Cleide sofre de esquizofrenia, tomou por 2 meses e precisou parar, porque não estava fazendo bem para o seu organismo. Em consulta, o médico indicou à, família assim como a outros pacientes, a suspensão do genérico.

A aposentada Davina Nunes de Assumção, 77, também relata a demora na entrega dos remédios. O médico lhe recomendou o Risonato para osteoporose, que custa R$ 36 a caixa. Mas, por falta do produto na Farmácia, precisou arcar com os custos por um mês.

A funcionária pública Eliana Araújo, 50, questiona a efetividade dos medicamentos. O colírio Cozopt é o recomendado em receita, mas conseguiu somente o genérico na Farmácia de Alto Custo. Eliana sofre de glaucoma e diz desconhecer se os efeitos Cloridrato de Dorzolamida + Maleato de Tinolol serão os mesmos.

Outro lado – A assessoria de imprensa da SES informou que irá levantar com a equipe técnica a ocorrência dos problemas relatados pelos pacientes. O órgão destaca que o novo gerenciamento tem como objetivo agilizar o atendimento e otimizar a compra dos medicamentos para atender o maior número de pacientes.

 

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