PUBLICIDADE

Júri popular de réu da ‘Chacina de Matupá’ é adiado

PUBLICIDADE

O julgamento do último réu civil, Arlindo Capitani, acusado de envolvimento no crime que ficou internacionalmente conhecido como ‘Chacina de Matupá’, marcado para acontecer na segunda-feira (28), foi adiado a pedido da defesa. O advogado pediu a redesignação do júri popular, alegando problemas de saúde. A juíza titular da Comarca de Matupá, Cláudia Anffe Nunes da Cunha, marcou a sessão do júri para o dia 19 de novembro, a partir das 8h.

Conforme a magistrada, há mais de dois anos o processo encontra-se pronto para julgamento, que não aconteceu até o momento em razão dos sucessivos pedidos de redesignação formulados pela defesa. “É fato que a enfermidade atestada já fora diagnosticada e relatada a este juízo há aproximadamente um ano, sem que tenha havido notícias de melhora, ao contrário, desde então a saúde oftalmológica do nobre advogado não foi inteiramente restaurada”, destaca a juíza.

No despacho, a magistrada ressalta que o advogado deve “impreterivelmente 45 dias antes da sessão do júri, informar quanto a sua aptidão para realizar a defesa do réu em plenário, destacando que a inércia no prazo determinado será interpretada como inaptidão”.

Entenda o caso – Arlindo Capitani está entre os 18 homens, civis e policiais militares,  acusados de terem participado da morte de Ivacir Garcia dos Santos, 31, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32, no dia 23 de novembro de 1990. Os três foram espancados e queimados vivos em praça pública, após uma tentativa de assalto, em que invadiram uma residência e mantiveram mulheres e crianças reféns por mais de 15 horas.

A Polícia Militar foi acionada e os assaltantes se renderam. No entanto, eles foram capturados pelos populares e mortos. A ação foi registrada por um cinegrafista e as imagens repercutiram em todo o mundo.

Em outubro de 2011, em razão do grande número de réus, à época o juiz titular da comarca determinou o desmembramento do processo e marcou quatro sessões para a realização do júri popular. O processo de Arlindo Capitani foi desmembrado sob alegação de que ele não foi intimado para o júri popular. O processo envolvendo os policiais militares também foi desmembrado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Colisão entre moto e carro deixa motociclista gravemente ferido em Sinop

O grave acidente foi registrado esta noite no cruzamento...

Incêndio destrói gerador de energia em área de captação de água em Sorriso

Um incêndio destruiu um gerador de energia estacionário localizado...
PUBLICIDADE