Após ser condenado e ter cumprido pena por 2 assassinatos, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos foi excluído do quadro da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT). Desde 2010 o processo tramita no órgão e, no dia 20 de fevereiro deste ano, a decisão foi proferida pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED).
Santos ainda está advogando e informou ao GD que sua advogada, Betsey Polistchuk de Miranda, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, já entrou com recurso contra a decisão. “Minha defesa já entrou com o embargo de declaração na quarta-feira (5) e enquanto a ação estiver em trâmite eu posso atuar normalmente. Ainda temos muitos recursos para recorrer”, afirmou Paulo Roberto.
Betsey informou que a defesa está baseada no não esclarecimento da decisão do TED. “Não ficou claro se a exclusão do Paulo foi determinada por inidoneidade ou incapacidade civil”. Ela reforçou que vai recorrer de todas as maneiras para que a decisão seja revertida. “Nós vamos até as últimas instâncias, o processo irá voltar para o relator do TED, que por sua vez irá encaminhar o recurso para a OAB Federal e se necessário recorreremos à Justiça”.
O advogado Paulo Roberto disse que não sabe quanto tempo o processo irá demorar, mas se mostra positivo quanto a decisão. “Toda essa situação não tem tempo certo para acabar, mas eu quero simplesmente continuar trabalhando, e acredito que isso não me será negado”.
Santos foi condenado a 19 anos de prisão, em 2006, pelo homicídio da amante, Rosimeire Maria da Silva, que foi asfixiada, decapitada e teve a ponta dos dedos cortados. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o crime em 2004, quando ele usava o nome de Francisco de Ângelis Vaccani Lima.
O nome falso, segundo o MPE, era usado para esconder outro crime, ocorrido em 1998 no Rio de Janeiro. O advogado matou um delegado de polícia com um tiro na nuca.


