
Em Mato Grosso, são 1.693 funcionários, sendo que apenas 119 teriam aderido à greve, representando 7,03%. “A maior parte dos 35 sindicatos dos Correios não decretou paralisação. São 20, entre eles os principais do país: São Paulo e Rio de Janeiro. Nas localidades em que as assembleias definiram por paralisação na noite de ontem, não há adesão significativa ao movimento. Nesses locais, os Correios já estão implantando seu plano de contingência e garantindo o funcionamento normal das atividades”.
Em Sinop, ao contrário do que afirma a nota, o representante do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios, Telégrafos e Servidores Postais (Sintect-MT), Elizeu Barbosa da Silva, afirmou que cerca de 80% das entregas não estão sendo realizadas. Além disso, a assessoria da entidade informou que a tendência é de que nos próximos dias o movimento grevista cresça, podendo haver uma paralisação total. Conforme Só Notícias informou, atos e mobilizações públicas estão previstos para os próximos dias. Além de Mato Grosso, pelo menos outros 14 sindicatos decretaram greve.
A principal reivindicação da classe é que o plano de saúde, pago pela empresa, não seja “terceirizado” obrigando assim os servidores a se associarem a uma empresa particular. Também querem mudar o horário de entrega de cartas, que atualmente é à tarde, para a parte da manhã. A alegação é de que seria necessário evitar que os empregados fiquem tão expostos ao sol.
Eles cobram ainda, que a empresa cumpra alguns pontos do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) que estariam sendo descumpridos, como, por exemplo, o direito a um reajuste anual (porcentagem não informada), referente ao tempo de serviço ou à méritos dos servidores.
Quanto à questão do plano de saúde, a empresa afirmou que “os Correios estão cumprindo o que foi acordado no Tribunal Superior do Trabalho a respeito do plano de saúde: todos os atuais benefícios estão garantidos, inclusive dependentes cadastrados, porcentagem de compartilhamento, entre outros”. Não houve posicionamento quanto às demais reivindicações.
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