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Sinop: atingidos por usina se reúnem com Incra para cobrar regularização fundiária

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Assentados da Gleba Mercedes 5 se reunirão, esta tarde, com uma comissão do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estadual, para discutir a regularização fundiária das terras que serão atingidas pela Usina Hidrelétrica de Sinop (UHE). “Esta é a pauta principal, pois, o assentamento existe há 18 anos e ainda não temos os títulos das terras. Sem esta regularização fica impossível o pagamento das indenizações por parte da concessionária responsável pelas obras”, explicou, ao Só Notícias, a moradora da Gleba, Rosana Neideck.

Os atingidos também devem aproveitar para cobrar o remanejamento da população atingida, com identificação dos que deverão deixar a área e dos que permanecerão; reassentamento para os que tiverem mais de 60% das propriedades inundadas pelo reservatório da usina e projeto de malha viária das estradas afetadas pelo empreendimento. "Um ano e meio após iniciadas as obras, os atingidos ainda não tem nenhuma garantia que irão receber alguma indenização ou compensação.O que vemos, até o momento, são reuniões e mais reuniões. O que realmente nos interessa é poder receber por nossas perdas", afirmou Rozivaldo Barros de Souza, do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB).

A reunião, que será na câmara, terá intermédio da procuradora do Ministério Publico Federal (MPF), Flávia Torres, além da participação de representantes da Companhia Energética Sinop (CES), concessionária da usina, e vereadores. A previsão ainda é que outros atingidos pelo empreendimento, como os moradores dos assentamentos Keno e 12 de outubro, em Cláudia (90 quilômetros de Sinop), também participem do encontro.

Conforme Só Notícias já informou, assentados da Gleba Mercedes 5 protestaram várias vezes, nos últimos meses, em frente ao prédio da concessionária responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica Sinop (UHE), para cobrar respostas da CES sobre as reivindicações.

A previsão para o início da operação da usina é 1 de janeiro de 2018. As obras estão em andamento e o projeto demanda pelo menos R$ 1,777 bilhão em investimentos, com preço médio da energia a ser gerada de R$ 109,40 por megawatt-hora (Mwh).

A UHE Sinop tem capacidade instalada para gerar aproximadamente 400 megawatt, que correspondem a aproximadamente um milhão de geladeiras funcionando ou a quatro milhões de lâmpadas de 100 watts acesas simultaneamente.  

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