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VLT será mais lento do que ônibus, conclui auditoria

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Quando o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) for concluído, em um prazo ainda incerto, poderá não ser tão vantajoso para os usuários do transporte público em Cuiabá e Várzea Grande no tocante à rapidez. O motivo é que o passageiro que optar por ir de ônibus chegará ao seu destino final primeiro do aquele que escolher o VLT. A constatação faz parte do estudo realizado pela empresa KPMG, cujo relatório final, foi apresentado ontem pelo governo de Mato Grosso.

Ao apresentar os dados contidos no relatório sobre a viabilidade técnica de levar adiante as obras do VLT paralisadas há um ano, o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, destacou que conforme o estudo apontou, o trem de superfície se deslocará a uma velocidade média entre 22 e 24 km/h ao passo que o mesmo relatório detectou que os ônibus do transporte coletivo trafegam a uma velocidade média entre 23 e 25 km/h.

No total, serão 22 quilômetros a serrem percorridos em dois eixos ligando Várzea Grande, do Aeroporto Marechal Rondon à região do CPA, em Cuiabá e outro que vai interligar o centro da capital à região do Coxipó. O estudo também apontou que não é viável o Estado encurtar o trajeto e finalizar apenas um dos eixos, pois nesse caso, o aporte financeiro de R$ 37,5 milhões mensais que terá que ser feito pelo Estado não seria reduzido. O valor foi calculado com base numa tarifa única e a integração do VLT com ônibus de Cuiabá e Várzea Grande.

Conforme o relatório da KPMG, quando estiver em operação, o VLT deverá demorar cerca de 95 minutos para ir e voltar do Porto ao CPA enquanto o trecho do Porto ao Coxipó será percorrido em 68 minutos (ida e volta). “Se a pessoa for de ônibus chegará mais rápido que o VLT”, ressaltou Chiletto ao contrapor, no entanto, que na questão de conforto, como ar condicionado e um ambiente espaçoso o VLT leva vantagem por ser um modal de transporte moderno.

A linha 1 será operada com 16 vagões enquanto a linha 2 usará 12 vagões totalizando 28. Outros 3 vagões ficarão de reserva para substituição em caso de alguma necessidade totalizando 31 vagões. Dessa forma, os 9 vagões comprados a mais não terão serventia ao Estado e o governo ainda estuda o que fazer com eles. Uma das possibilidades é negociar com o Ministério das Cidades para ceder os vagões para utilização em projetos de outros estados e em contrapartida receber recursos financeiros para auxiliar na conclusão do VLT.

A consultoria da empresa KPMG também fez uma estimativa da demanda do VLT e apontou que o número de pessoas que vão usar apenas o VLT não deve crescer significativamente em 30 anos. Em 2015, mostra o relatório, 2015, seriam 6.319.503 passageiros ao ano. Num cenário projetado para 2045 esse número passaria para 6.7 mil usuários ao ano. Por outro lado, o estudo concluiu que as pessoas que vão utilizar apenas o ônibus como meio de transporte crescerá em torno de 70% em 30 anos. Em um cenário de integração entre ônibus e VLT esse crescimento será de apenas 2,7%.

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