
Segundo conta nos autos, ele ingressou na justiça em busca do cancelamento do contrato firmado com a empresa que vendeu o veículo. De acordo com a ação inicial, o cliente teria assinado os documentos imaginando ser apenas uma testemunha e não na condição ativa de comprador. Meses depois, quando as parcelas do financiamento não foram adimplidas, o seu nome foi enviada aos órgãos de proteção ao credito.
Ficou demostrado nos autos, a tese de vício de consentimento não convence e não merece guarida. “Não há nos autos prova de que o instrumento contratual tenha sido assinado sem o conhecimento do apelante; não há prova de que houve coação moral ou material, ou que o apelante foi compelido/obrigado a assinar instrumento contratual por qualquer pressão ou circunstância irresistível. Também não há prova dessa história de que o apelante estava com a saúde tão debilitada, no dia da assinatura do contrato, ao ponto de não saber o que estava fazendo. É totalmente inverossímil (sem prova robusta militando no mesmo caminho) que ele ignorava a natureza e as consequências do contrato ao ponto de não saber o que estava fazendo”, sentenciou o desembargador.
O homem ainda pode recorrer da decisão.


