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Servidores da Educação continuam paralisação, cobram apoio de vereadores e fazem assembleia nesta 4ª em Alta Floresta

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Cerca de 600 professores, técnicos administrativos, apoio educacional e motoristas continuam com suas atividades paralisadas desde o último dia 18. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), Ilmarli Teixeira, disse, ao Só Notícias, que até o momento, não foi apresentado o calendário de pagamento dos salários dos servidores, pela secretaria municipal de Educação. Os profissionais continuam de braços cruzados e realizam uma nova assembleia, nesta quarta-feira, às 13h, para decidir os novos pontos que serão cobrados.

“Até agora, não tivemos avanços nas negociações. A greve permanece em função dos dois pontos principais não serem atendidos. Queremos uma definição do calendário de pagamento dos salários de outubro, novembro e dezembro. Ainda existe servidores que não receberam os salários do mês passado. Ontem, realizamos uma assembleia e foi decidido continuar com a greve”, confirmou. 

Ela explicou que os servidores também ocuparam a câmara de vereadores para cobrar apoio e solucionar problema. “A ocupação foi esta manhã. O objetivo foi cobrar os vereadores apoio para ajudar os trabalhadores receber seus salários. Além disso, que eles tenham entendimento para barrar qualquer projeto de lei que amplie a jornada de trabalho”.

De acordo com a líder sindical, os servidores cobram abertura do concurso público, manutenção da jornada de trabalho de 30h, recursos para educação, regularização funcional, manutenção das indicações exclusivas de diretores e melhores condições de trabalho e pagamento dos salários do mês de setembro.

A secretária municipal de Educação, Maria Lunar de Freitas Portão, informou, anteriormente, ao Só Notícias, que são gastos mais de R$ 3 milhões com a folha de pagamento. “Assim como todos os municípios, Alta Floresta também está com dificuldades de manter em dia a folha de pagamento e os demais compromissos. Nós estamos tendo uma crise de modo geral. Nosso município também foi afetado e a arrecadação está abaixo do que era previsto. Os recursos federais também foram reduzidos. Porém, o número de alunos quase que dobrou este ano. Devido a isso, tivemos que aumentar a contratação. Isso influenciou diretamente na folha salarial. Estamos fazendo um breve ajuste e no próximo mês acreditamos que será resolvida essa situação. Já fizemos hoje o pagamento de alguns servidores e os demais serão pagos conforme for entrando recursos”.

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