O diretor do Conselho da Comunidade e integrante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), advogado Denovan Isidoro de Lima, cobrou uma medida efetiva para resolver a situação dos andarilhos e moradores de rua no município. Segundo ele, um grande grupo faz uso de álcool e impede o trânsito de pedestres em uma praça em frente à Catedral Sagrado Coração de Jesus.
Ele também aponta para a possibilidade destas pessoas utilizarem drogas no local. “Esta situação já acontece há meses e ninguém toma uma atitude. É dever da prefeitura, através da Secretaria de Ação Social, achar uma solução para o problema. A sociedade vê diariamente coisas ilícitas naquele local”.
Segundo informações do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), existem aproximadamente 20 pessoas que vivem no entorno desta praça. Apenas neste mês, 50 delas passaram pela unidade.
Denovan pede que a secretaria procure as pessoas que se encontram em vulnerabilidade e ofereça algum tipo de apoio. “A solução não é enviar estas pessoas para outras cidades à força. Isto não resolveria o problema. A secretaria deveria procurar os familiares e encaminhar essas pessoas que hoje estão sem casa”.
O advogado também pede que o Ministério Público Estadual se pronuncie para tentar chegar a uma solução. “No período da noite, a situação é ainda pior. O número de pessoas que estão sem algum tipo de amparo em Sinop só vem aumentando”.
Outro lado – a coordenadora da Proteção Básica da Secretaria de Ação Social, Carlene Maria Oliveira Sodré, informou existir uma equipe de abordagem para realizar o trabalho de assistencialismo junto à população de rua. “Temos uma equipe que diariamente aborda estas pessoas e oferecem ajuda. Aqueles que aceitam, fazemos o encaminhamento para um abrigo, damos alimentos, emitimos documentos e colocamos no mercado de trabalho”.
De acordo com a coordenadora, aqueles que possuem famílias em outras cidades a secretaria providencia a viagem de volta. “Não existe nenhum tipo de negligência por parte da secretaria para dar apoio a essa população em vulnerabilidade. Acontece que algumas pessoas que estão lá não aceitam a nossa ajuda. Diante disso, não podemos fazer nada. O direito de ir e vir é previsto na constituição. Os que não aceitam não podemos forçá-los”.


