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Jornal A Gazeta completa 27 anos e apresenta transformação

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O jornal A Gazeta, maior referência de mídia impressa em Mato Grosso, chega aos 27 anos nesta terça-feira (23) com a maturidade conquistada em 9.217 edições, sempre em processo de transformação e inovação. Enquanto o layout fica mais leve e atraente a partir desta edição comemorativa, o conteúdo segue dando amplitude aos temas factuais.

Se o site Gazeta Digital traz a notícia em tempo real, o impresso, na manhã seguinte, chega aos leitores dimensionando os fatos, com cobertura abrangente da política, das cidades, das variedades, do mundo jurídico, dos esportes e opinião. “O leitor terá em mãos um jornal mais vibrante”, assegura a diretora de Redação, Margareth Botelho, falando sobre o novo projeto editorial. Em um contexto virtual muito forte, em que os sites ganham espaço factual e grandes grupos interrompem a vida de históricos impressos, “o jornal A Gazeta segue firme, consciente de que tem papel diferenciado e fundamental no tratamento da notícia”, comenta a diretora.

Margareth Botelho, entre idas e vindas, acumula 25 anos de casa e, como outros jornalistas, tem história que se confunde com o jornal A Gazeta. Alguns deles começaram no impresso ainda na faculdade. Hoje são profissionais respeitados. É o caso das jornalistas Raquel Ferreira e Débora Siqueira, ambas atualmente assessoras de imprensa.

Raquel se emociona ao lembrar das coberturas que fez enquanto repórter. “O jornal A Gazeta por muitos anos foi minha casa, 12 anos mais exatamente. Entrei ainda estudante, como secretária da coluna social, e assim que me formei fui contratada como repórter. Com a marca Gazeta, sentia legitimidade para atuar, entrar na casa das pessoas, em hospitais, presídios e outros espaços, cobrando resolução de problemas sociais graves. Nestes anos todos, sempre tive espaço para imprimir a minha marca às reportagens e liberdade para brigar pelo que acredito”.

Já Débora entrou como estagiária, atuou como jornalista e voltou a trabalhar por duas oportunidades no periódico. “Posso afirmar, sem dúvida alguma, que a minha formação como jornalista teve como base o Grupo Gazeta. Cada cobrança, cada meta estabelecida, cada reportagem, me tornaram quem eu sou hoje como profissional”, agradece. “Sinto orgulho de ter atuado no GGC que se preocupa com a comunidade local, que tem projetos voltados para a sociedade como o Viva o Seu Bairro e o Natal da Solidariedade, por exemplo”.

Quando o jornal A Gazeta começou a circular trouxe justamente este diferencial. “As pessoas ficavam surpresas com a cobertura de assuntos de bairros, problemas das comunidades, porque até então ninguém queria dar voz ao povo”, relembra a diretora Margareth Botelho.

A artesã Thauana Michele, moradora do residencial Sucuri, na periferia de Cuiabá, já recorreu várias vezes à Gazeta. No momento, está de luto pela morte da filha especial, Joyce, que faleceu aos 18 anos. Em nome da filha e de todos que reivindicam respeito às pessoas especiais, “precisei várias vezes do jornal que me ajudou a adaptar o banheiro da minha casa, com doações, a conseguir médicos e cadeira de rodas para minha filha e também a cobrar acessibilidade nas ruas e transporte urbano para pessoa com limites físicos, então fico muito agradecida”, cita as tantas vezes que ilustrou reportagens importantes.

Outras inovações que o jornal trouxe, à época de fundação, foram os cadernos específicos por editorias e a valorização dos artistas locais. Também foi o jornal A Gazeta a primeira mídia em Mato Grosso a instalar computadores na redação, o que – acreditem – gerou “rebuliço” entre jornalistas ainda não habituados com o mundo high tech. Teve quem sentiu saudade do “tec, tec” das máquinas datilográficas.

Para a jornalista Daniela Lepinsk, a Gazeta foi a inspiração para estudar jornalismo. “Em 1991, quando me mudei para Mato Grosso aos 13 anos de idade, um poema de Dylan Thomas impresso em jornal me surpreendeu e emocionou. Dali em diante, eu esperava o fim de semana só para ver qual seria o novo poema. Era uma iniciativa do recém-criado jornal A Gazeta, no caderno Vida, que foi um alento no ano mais difícil da minha adolescência. Tenho um enorme carinho pela Gazeta por conta disso. Anos depois, fui estudar jornalismo e trabalhei no jornal – primeiro como arquivista, depois como repórter e editora”, relata. “Parabéns ao grupo pela história de sucesso!”

Na vida de Débora Pinho A Gazeta foi o primeiro degrau, que ela galgou em início de carreira, alcançando hoje projeção nacional. “Tenho orgulho de ter trabalhado no jornal logo após me formar. Fiquei um ano e depois fui para São Paulo, onde trabalhei no ConJur e na Exame”, destaca a jornalista, especializada em jornalismo jurídico.

O chargista Dejamil – que expõe a crítica política nas páginas do jornal todos os dias – está entre os funcionários mais antigos. “Fui contratado antes de rodar o primeiro exemplar do jornal”, relembra. Era responsável pelo layout, arte final e ilustrações da publicação, mas já na primeira edição emplacou uma charge. “Em quase três décadas cresci e aprendi muito junto com o jornal, aprendi tanto a lidar com os poderes, até porque fui processado várias vezes, quanto tecnicamente”.

O chargista ressalta que o que faz é jornalismo. “Por isso, apesar dos processos e dos poderes, sigo cumprindo meu papel, porque o que faço é em cima de fatos e checo a veracidade deles”.

Francisco Carlos Lima de Oliveira, 42, o fotógrafo Chico Ferreira entrou no jornal A Gazeta aos 16 anos como entregador. Passou a auxiliar de fotolito, fotoliteiro, laboratorista e hoje é um dos repórteres fotógrafos consagrados do jornalismo local. “Gosto de trabalhar aqui, é a minha grande família, isso não acontece somente comigo, mas com colegas que têm 5, 10, 20 anos de empresa e que como eu são gratos”.

Jornalista de Sinop, Alex Fama, que também já trabalhou na Gazeta na capital, acorda e vai para o trabalho. Passa em duas padarias, uma ou outra, nas duas têm jornal A Gazeta para vender. “É o meu ritual diário. Primeiro abro o Só Notícias, site onde trabalho, e em seguida leio o jornal A Gazeta, porque os assuntos são melhor explorados no impresso do que em sites. Apenas em algumas poucas ocasiões vejo notícia replicada do Gazeta Digital. Geralmente, as matérias do jornal são mais completas e exclusivas”.

O presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, destaca que “sobreviver quase 3 décadas com altíssimo índice na preferência dos leitores não é para qualquer jornal numa época em que o impresso enfrenta a velocidade da informação digital”.

Dorileo afirma ser “prazeroso saber que a Gazeta tem um lugar sagrado entre os leitores de jornal de Mato Grosso e que ainda é indispensável, “muito mais do que podíamos imaginar há 27 anos”. O empresário atribui esta fidelidade a uma só palavra: credibilidade. Ele lembra que nos últimos anos enquanto “leigos e especialistas decretavam o fim do jornalismo impresso”, investiu na Gazeta.

Aliás, segundo Dorileo, a modernização é uma preocupação permanente, e todo investimento feito no parque gráfico e na pré-produção, além da manutenção de uma equipe de profissionais de excelência, têm o objetivo de contemplar o leitor e os anunciantes, parceiros de jornada de A Gazeta.

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