
De acordo com informações que constam no processo, o advogado dos dois ex-gerentes afirmou que eles se encontram presos por furto qualificado mediante fraude na empresa e que o juízo originário (de primeira instância) negou o pedido de liberdade. A defesa sustentou que a prisão preventiva deles não obedece todos os requisitos presentes no Código de Processo Penal e restando infundada a manutenção da prisão. “Não há requisitos suficientes para que a prisão dos pacientes sejam mantidas, em razão da falta de dados concretos que materializam sua necessidade”, aponta a defesa.
No entanto, o desembargador apontou que não restou comprovado de plano o constrangimento e que a magistrada de primeiro grau justificou a presença da materialidade e indícios suficientes de autoria delitiva, bem como a necessidade de custodia cautelar para garantia da ordem pública.
Além destes dois gerentes, um deles apontado como o suposto líder da quadrilha, foram presos outras três pessoas com cargos de confiança desta empresa. Ao todo, a Polícia Civil indiciou 11 pessoas, incluindo receptadores e parentes dos envolvidos.
O inquérito policial das investigações iniciadas pela Polícia Civil em Sorriso foi encaminhado no dia 10 deste mês, ao Fórum da Comarca de Sinop, em razão da competência e por ser a cidade onde os crimes teriam sido praticados. As investigações foram presididas pelo delegado de Sorriso, Bruno Abreu, e pelo delegado de Sinop, Ugo Ângelo Rech de Mendonça.
Conforme o delegado Bruno Abreu, o material apreendido revelou provas contundentes contra o suposto líder da quadrilha, como canhoto de cheques e planilhas, referente a valores repassados a integrantes e recebidos dos receptadores.
Foram encontrados comprovantes de mais de R$ 200 mil reais em móveis. Somente na compra de uma casa foi transferido R$ 1.250.000,00 de sua conta bancária. Na decoração da casa, gastou mais de R$ 30 mil na compra de cortinas. Houve apreensão de comprovantes da compra de relógios de mais 30 mil, sofá de R$ 22 mil e R$ 60 mil, em utensílios domésticos e eletrônicos.
Isso, segundo os delegados, são apenas alguns detalhes da vida de luxo que o principal articulador do esquema levava.
Na investigação, a Polícia Civil pediu o sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis, que teriam sido adquiridos pela organização criminosa. São casas, automóveis, terrenos e até uma fazenda, comprados pelos principais envolvidos, os cinco funcionários da empresa de fabricação e exportação de aço e metal.
Durante a operação, na cidade de Sinop, a Polícia Civil apreendeu, 2 motocicletas BMW, 1 moto Kavasaki 2 automóveis BMW, sendo um avaliado em R$ 200 mil; 1 Hilux Zero KM no valor de R$ 190 mil; 1 Saveiro Cross; 1 Pálio Atractive e 1 caminhonete S-10.


