
“Estamos juntamente com uma comissão de representantes das entidades em Brasília. O bloqueio está nos ajudando a pressionar as autoridades políticas aqui [em Brasília] para mudar o texto da Medida Provisória. Com isso, pretendemos avançar com a regularização e não alteração das áreas de reserva. O texto já está construído e estamos fazendo articulações para apresentar o relatório", disse Menezes, ao Só Notícias.
Representantes de pelo menos dez entidades cobram revisão ou até mesmo a revogação da medida provisória que alterou os limites de quatro Unidades de Conservação (UCs) e criou uma nova no sudoeste do Pará para viabilizar o traçado e construção da “Ferrogrão”. Eles são contrários a medida, que criou uma Área de Proteção Ambiental (APA), no Parque Jamanxim, em Novo Progresso, e pretende alterar os limites do Parque Nacional do Rio Novo e da Floresta Nacional (Flona).
As entidades apontam que a alteração prejudicará a economia local, já que o projeto visa apenas atender a construção da ferrovia, que liga Sinop ao Porto de Miritituba, no Pará. A medida foi assinada pelo presidente Michel Temer, no dia 20 de dezembro do ano passado.


