
Ainda de acordo com o bispo, existe uma preocupação por parte da igreja que os tributos e coletas sejam contabilizados corretamente. “Temos que continuar com nossos dízimos porque isso governo nenhum pode impedir. O objetivo desse projeto é que as igrejas sejam honestas e verdadeiras. Até porque, existe igrejas que recebem milhões e é dinheiro de propina. Nós não temos medo e queremos que as coisas sejam transparente e limpidez na entrada e saída das coisas. A igreja quer pautar esse caminho de transparência total. Agora, o governo não poder interferir no patrimônio das igrejas”, avaliou.
Segundo o pastor José Antônio Gonçalves, a igreja faz um trabalho social que não é reconhecido pelo governo. “Não se consegue recursos públicos para fazer estas ações. Muitas igrejas possuem centros de recuperação de pessoas dependente de álcool, drogas. Nós acreditamos que o correto seria os governantes ajudarem a fazer este trabalho social. O pouco que feito pelas igrejas para fazer o social se aprovada esta extinção será destinado tudo para arrecadação. É mais um meio para o políticos usarem esse dinheiro para corrupção no nosso país”, avaliou.
O líder da Assembleia de Deus em Sinop criticou alguns líderes que utilizam recursos das igrejas para enriquecimento próprio. “Sou totalmente contra esses líderes que usam o dinheiro para enriquecimento próprio. O homem que recebe chamado de Deus para pastorar tem que honrar essa missão. Existe muitos que não estão preocupados com o reino. Estão preocupados em explorar o povo e atender seus interesses próprios. Não são pastores e sim mercenários. Não concordo com atitudes desses pastores. Eles recebem o seu salário e não tem necessidade de usufruir do dinheiro de arrecadação do dízimo da igreja”.
Conforme Só Notícias já informou, o relator da proposta de extinção da imunidade tributária das igrejas, senador José Medeiros (PSD) confirmou que o relatório deve ser entregue no final deste semestre. A matéria é uma sugestão popular que já está sendo analisada pelo Senado. De acordo com a Constituição Federal, a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios são proibidos de instituir impostos sobre "templos de qualquer culto".
A matéria aguarda parecer na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Porém, já recebeu mais de 79 mil votos de apoio e quase 4 mil contrários, no site Consulta Pública, do portal e-Cidadania do Senado. Conforme o texto constitucional, a proibição de os entes federativos criarem impostos sobre templos de qualquer culto compreende apenas “o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades”. Essa imunidade tributária pode ser entendida como uma extensão de outros mandamentos da Constituição, como a garantia à liberdade de crença e o livre exercício de cultos religiosos. Assim, locais de culto não pagam IPTU, os veículos usados pelo templo não pagam IPVA e das doações e dízimos recebidos não é cobrado imposto de renda, por exemplo.


