Devem ser concluídas em 20 dias as primeiras ações do processo que investiga desvios na prefeitura de Peixoto de Azevedo (200 km de Sinop) desde 2005. Uma delas, segundo o promotor Adriano Alves, é o pedido de cassação da prefeita Baiana Heller (PR). Ele declarou, ao Só Notícias, que diante da documentação apreendida e depoimentos de alguns dos envolvidos foi confirmado o envolvimento da prefeita.
Alves também destacou que ainda não tem um prazo definido para conclusão das investigações, mas com os dados apurados até agora já é possível confirmar que o rombo do esquema de fraudes em licitações e notas fiscais frias passa de R$ 2 milhões nesses dois anos. Cópias de contratos, notas e 41 carimbos de empresas que seriam usados para esquentar documentos foram apreendidos na prefeitura e contribuíram com os trabalhos.
Em relação às denúncias contra os ex-secretários de Administração, Edmar Heller (marido da prefeita), de Finanças, Paulo Missassi e de Governo, Antenor Santos, o promotor alegou que ainda não há prazo para conclusão. “Os secretários já foram exonerados e também devem responder por ações administrativas e criminais”, acrescentou. Os três tiveram prisões decretadas, mas já foram liberados. Heller e Missassi ficaram 5 dias presos. Antenor, 2.
Outros envolvidos nas denúncias teriam confirmado o esquema. O empresário Aldo Leite, por exemplo, chegou a confessar que havia um esquema de mensalão, com repasses de R$ 12 a R$ 16 mil para dois secretários. Outras pessoas foram presas e indiciadas por formação de quadrilha e outros crimes.
A prefeita Baiana Heller alega que já tomou as medidas necessárias, exonerando os secretários envolvidos, e que está a disposição do Ministério Público para esclarecimentos. Edmar Heller, que foi prefeito de Peixoto em 2002, acabou tendo mandato cassado também sob acusação de irregularidades administrativas-financeiras.


