Mato Grosso criará, ainda no primeiro trimestre de 2009, lei estadual sobre Mudanças Climáticas prevendo uso de energia solar e a política de isenção fiscal como outras propostas do Executivo para resolver o problema ambiental. A confirmação foi feita hoje pelo governador Blairo Maggi ao avaliar os resultados das reuniões mantidas, semana passada, nos Estados Unidos, com com líderes políticos, embaixadores, ambientalistas e empresários nos Estados Unidos. “Mato Grosso entrou nas discussões mundiais”, disse. Nesta última viagem, ele consolidou a proposta do Estado quanto à redução de gás carbônico (CO2) e efeito global. As informações do Estado são repassadas lá de forma truncada, mas o Governo mostrou as atividades e a produção estadual, “mostramos as políticas que adotamos, que nossos produtores têm regras para seguir e a disponibilidade de território para plantio”, completou.
Na Califórnia, o governador observou que no país americano há falta de políticas ambientais. Na ocasião, foi feito documento para atualização do Protocolo de Kyoto, que nesta semana é discutido em Poznan, na Polônia. A reunião na Polônia é preparatória à Conferência do Clima das Nações Unidas (COP) de Copenhague, que ocorre em 2009, que fecha as discussões e Mato Grosso está sendo representado pelo secretário de Meio Ambiente, Luis Henrique Daldegan.
Em Washington, Maggi analisou que o Estado se sobressai em certas questões, porque nem os EUA ou a Europa contam com tantos programas de preservação. O governador argumentou também que o desmatamento foi discutido, mas que não foi o assunto principal da pauta, que é um problema que preocupa mais ao Mato Grosso. Mas, acrescentou Maggi, a proposta de remuneração para quem não desmatar a floresta foi avaliada como uma ferramenta que precisam discutir para ver quem paga a conta.
O plantio direto com medidas para contornar enchentes, como a ocorrida em Santa Catarina, e fixar carbono no solo, além do recolhimento de embalagens de agrotóxicos, que Mato Grosso é campeão, foram destaques também em Washington. Cujo maior desafio do Executivo estadual agora será investir em Ciência e Tecnologia e buscar meios para reverter a situação, mesmo porque “ninguém está disposto a abrir mão do que tem hoje para preservar”, avaliou Blairo Maggi.
Crise
A crise financeira mundial, que na avaliação do Governo de Mato Grosso, terá algum reflexo no Estado a partir do próximo ano, aumentará o protecionismo americano. Na Agricultura, previu Maggi, a crise fará com que o governo americano aumente a proteção de investimentos. Já a relação Mato Grosso e Europa, no setor pode-se esperar abertura de mercados e políticas de proteção, que a grande preocupação não é com falta de alimento e sim com a sobra por causa da falta de dinheiro.
ETANOL
Confiando na proposta de governo de Barack Obama, sobre a previsão de aumentar a produção de etanol de 50 mil a 55 mil galões até 2015, as expectativas para Mato Grosso são boas. Para o governador, isso ajudará em muito o etanol brasileiro na abertura de mercados, possibilitando o mercado de grãos, e na estabilização dos preços.
MEIO AMBIENTE
Setores muito criticados do governo mato-grossense, o Meio Ambiente e também a Segurança avançaram muito, conforme análise do governador que sugeriu uma avaliação dos números do ano de 2003 para o ano de 2008, para ver a difrença. “Mato Grosso é um dos poucos Estados preocupados com licenciamento no processo agrícola”, salientou, lembrando que 80% das madeireiras fiscalizadas estão trabalhando na legalidade, “o que mostra que estamos indo para a legalidade e esperamos afunilar essas mudanças cada vez mais”.
ONGs
Há dois anos a relação do Governo de Mato Grosso com as Organizações Não-governamentais (ONGs) ligadas ao meio ambiente é boa, que hoje as políticas ambientais estão sendo construídas com apoio delas. Um exemplo é a TNC (The Nature Conservancy) que até instalou um escritório no Estado. “Mato Grosso tem procurado fazer políticas macros”, considerou o governador.


