
Nos encontros, Taques frisou o discurso de que foi eleito para governar o Estado de Mato Grosso e não para ensinar. Disse, ainda segundo fonte, que espera de secretários de Estado, regra valendo para todos incluindo os de perfil puramente técnico e indicados, “que saibam até mais que ele”, porque precisa governar e não tem tempo para ser professor.
A declaração do gestor eleito é uma sinalização clara de que poderá recusar nomes, bastando não se encaixarem no resultado esperado de um gestor plenamente habilitado para ocupar funções à frente do Estado. Taques, que promove a reestruturação da máquina pública, não admitirá falhas em sua administração. Para colocar os ousados planos em prática, como a redução dos gastos do governo, enfrentará dissabores também políticos.
Nos bastidores, aumentam as articulações de partidos aliados para afunilar o quadro de indicações. Partidos como o PSDB, o PTB, o DEM e o PSB, aguardam o momento exato para discutir mais abertamente indicações. Nomes como o do deputado federal eleito, Fábio Garcia (PSB), que mantém relação de amizade com o prefeito Mauro Mendes, estariam na lista dos aventados para assumir funções de destaque, como apostam líderes da legenda.
No PTB, se ostenta o nome do presidente estadual, ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, para compor o staff. Oficialmente o partido nega essa possibilidade. Presidente estadual do PSDB, deputado Nilson Leitão, avalia o cenário, preferindo acentuar que cabe somente ao governador eleito abrir espaço para indicações, e que se houver, a agremiação analisará as possibilidades em relação aos nomes dos quadros tucanos.
O PSB também mantém expectativa sobre a chance de o nome da deputada estadual Luciane Bezerra vir a compor o primeiro escalão governamental. Ela chegou a ser cogitada para disputar o Senado no início das tratativas da campanha eleitoral 2014. O projeto não decolou, gerando certo mal estar no partido, superado mais tarde com apoio dela e do marido, o deputado estadual eleito, Oscar Bezerra, a Taques.


