
Júlio se referiu ao projeto, de autoria do Executivo, que alterou, na última sessão, o teto financeiro para a prefeitura fazer compras sem a abertura de licitação. Depois de alguns embates, o petista se posicionou contrário e reforçou o voto dos três vereadores de oposição (os democratas Wollgran Araújo e Cláudio Santos, além do tucano Fernando Assunção). Hedvaldo Costa (PSB) e Roberto Trevisan, o “Betão”, ambos da base aliada, também votaram contrários, o que mostra que em algumas ocasiões uma parte da bancada não aceita os posicionamentos do prefeito.
De acordo com Júlio, a linha seguida neste ano, permanece a mesma adotada no final do ano passado, quando o petista se posicionou contrário a vários projetos da prefeitura, dentre eles o aumento de impostos e taxas. “Na verdade este posicionamento, quem me conhece sabe, eu tenho adotado desde o início do mandato. Voto pelo que considero justo e certo”, desconversou.
Cotado por boa parte dos vereadores da base aliada para assumir a liderança do prefeito na câmara, Júlio ainda refutou a possibilidade alegando que havia “muitos vereadores em melhores condições do que eu. Eu também estou em muitas comissões na câmara, e ficaria muito corrido para mim”. Após quase um mês do início das sessões, Jonas Henrique de Lima (PMDB), vereador de situação, acabou sendo escolhido por Juarez para a função.
Apesar das afirmativas de Júlio, de que a relação entre sua sigla e a do prefeito esteja desgastada no município, o presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em Sinop, Jorge Yanai, nega o distanciamento. “Não existe nenhum racha oficializado no município ou no Estado. Não houve nenhuma orientação neste sentido. Entretanto, isso não quer dizer que estamos compromissados para as próximas eleições”, afirmou.


