Numa noite de muito calor, o Grêmio não passou de um discreto empate sem gols com os colombianos do Cúcuta pela segunda rodada da Copa Libertadores. Com jogadores importantes como Tcheco e Lucas pouco inspirados, a equipe de Mano Menezes não conseguiu furar o bloqueio adversário, que se postou em campo defensivamente com eficiência.
A partida ainda começou com uma hora de atraso devido a problemas com a rede elétrica, que deixaram estádio e torcedores às escuras. Mesmo assim, o empate manteve o Grêmio na liderança de sua chave, com quatro pontos. Na próxima rodada pela competição continental, o Grêmio enfrenta o Tolima, no dia 15 de março. Já o Cúcuta enfrenta o Cerro, no dia 13 do mesmo mês.
O jogo – O Grêmio começou o jogo pressionando o time colombiano, mostrando logo nos primeiros minutos o que seria a tônica do jogo: a bola rolando nas cercanias da área do Cúcuta. Mesmo assim, os colombianos demonstravam bravura e eficiência na marcação. No primeiro minuto, escanteio para o Grêmio. No cruzamento, Schiavi tentava de cabeça, mas para fora.
Aos cinco minutos, o primeiro cartão amarelo do jogo para Torres, devido à falta em Carlos Eduardo em uma de suas jogadas mais características – o drible. Aos poucos, porém, o que se desenhava como uma partida relativamente fácil começou a complicar. O Grêmio começou a demonstrar ansiedade no momento em que as tentativas ofensivas todas paravam na defesa colombiana.
Embora o domínio territorial do Grêmio, o Cúcuta não sofria grande pressão. Aos 23 minutos, Schiavi levou amarelo por agredir Pérez, demonstrando claramente o nervosismo gremista diante da barreira defensiva colombiana. Para piorar, Tcheco e Lucas não faziam um jornada inspirada, errando muitos passes. No ataque, Douglas – substituto de Tuta – não conseguia marcar presença, ficando normalmente em desvantagem em relação à defesa adversária.
Aos poucos, os jogadores do Cúcuta começaram a ganhar confiança e ameaçar em contra-ataques rápidos e perigosos. Aos 39, quase gol dos adversários tricolores. Pérez recebeu um belo passe em profundidade e fuzilou Saja, em bola que passou raspando a trave. Com toque de bola e eficiência defensiva, o Cúcuta levou para o vestiário o empate com o Grêmio, apontado antes do jogo como franco favorito para a vitória.
A segunda etapa começou parecida com a primeira: o Grêmio em cima e o Cúcuta na defensiva. Logo no primeiro minuto, Diego Souza obrigava Zapata a boa defesa. Menos de um minutos depois, mais uma vez Diego Souza testava Zapata, que conseguiu outra boa defesa. Como uma blitz, um minuto depois Douglas arriscava já dentro da área, mas a bola teimava em não entrar.
Assim como no primeiro tempo, o Grêmio não conseguiu manter o mesmo ritmo e aos poucos o Cúcuta mais uma vez se afirmava em campo, dominando todos os rebotes defensivos. Sem melhor resposta, o Tricolor fazia muitas faltas. Aos nove minutos, depois de uma falta violenta de William, a dupla de zaga gremista já estava pendurada com cartão amarelo.
Aos 15, o Grêmio, enfim, chegou a criar ofensivamente. Tcheco deu bom passe a Douglas, que chutou bem para a defesa de Zapata. Depois do chute, Douglas acabou sentindo uma lesão e saiu de campo na maca. Assim como Tuta, o segundo centroavante gremista se lesionou e foi substituído.
Na base do esforço, o Grêmio quase abria o placar aos 18 minutos com Lucas. O volante acabou definindo por cima. A resposta do colombiano viria minutos depois quando Torres, aproveitando um rebote da defesa, invadiu a área acabando por parar nas mãos de Saja, numa saída arrojada do gol. Aos 29, Lucas quase marcava depois de um cruzamento de Lúcio. A cabeçada raspou o poste colombiano.
Aos 40 minutos da segunda etapa, o técnico Mano Menezes dava sua última cartada, colocando em campo o atacante Aloísio no lugar do meia Diego Souza. Mas nem mesmo o esforço dos jogadores foi suficiente para uma estréia em Porto Alegre com vitória.


