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Cruzeiro goleia pela Libertadores

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Diante de um Mineirão cheio, o Cruzeiro venceu o Estudiantes por 3 a 0 na noite desta quinta-feira em sua estreia na Copa Libertadores da América de 2009. Embora seja apenas a primeira partida, este é um grande passo para a classificação, já que os dois times são os principais favoritos no Grupo 5, que também tem Deportivo Quito e Universitario de Sucre.

Ao contrário do que o placar dá a entender, a partida foi dura. Foi um típico jogo de Libertadores, com o Estudiantes demonstrando a técnica e a catimba argentinas. De toda forma, o Cruzeiro conseguiu se impor e manter os 100% de aproveitamento na temporada, agora em oito partidas.

O destaque da noite foi o atacante Kléber. O Gladiador começou o jogo no banco e entrou já no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0. Ele deixou o campo expulso, com 3 a 0 no placar, sendo autor de dois dos gols.

No fim de semana, as duas equipes têm compromissos por seus campeonatos locais, mas terão dificuldades para tirar a cabeça da Libertadores. Afinal, a próxima rodada já é na semana que vem. Na quarta-feira, o Cruzeiro vai ao Equador e enfrenta o Deportivo Quito. Na quinta, o Estudiantes joga contra o Universitario de Sucre, em La Plata.

O jogo – O Estudiantes começou a partida com cautela, impondo uma excelente marcação, que complicava as ações do Cruzeiro. Os argentinos têm como um dos pontos fortes o jogo aéreo, enquanto os brasileiros cometiam muitas faltas. Esta combinação quase resultou em gol, quando uma cabeçada do zagueiro Desábato raspou a trave de Fábio.

Aos poucos, a equipe visitante foi ganhando o meio-campo. Como é de praxe na escola argentina, os jogadores trocavam passes com bastante paciência, envolvendo a Raposa. Contudo, não criavam chances de gol, pois o time mineiro também marcava bem. A partida ficou truncada e, às vezes, violenta.

A partir dos 30 minutos, o Cruzeiro cresceu na partida. A equipe celeste deixou de aceitar o ritmo que o adversário tentava impor e partiu para cima. Não chegou a ser uma pressão propriamente dita, mas o goleiro Andújar foi finalmente acionado, defendendo finalizações de Wellington Paulista e Thiago Ribeiro.

Desta maneira, o primeiro tempo terminou mesmo em 0 a 0, em 45 minutos em que os dois goleiros tiveram pouco trabalho. Carlos Amarilla, no entanto teve muito. O árbitro paraguaio distribuiu sete cartões amarelos somente na etapa inicial.

A primeira boa chance do segundo tempo foi do Estudiantes. Boselli lançou Salgueiro dentro da área, o goleiro Fábio saiu aos pés do atacante, mas a bola continuou solta. Na sequência, Salgueiro tentou o cruzamento para o meio da área, mas lá estava Henrique, que conseguiu cortar.

O ataque do Cruzeiro sentia falta de um jogador que pudesse chegar à frente, que fosse capaz tanto de armar jogadas quanto de se posicionar bem entre os zagueiros. Normalmente, quem faria isto seria Ramires, que desfalcou o time por cumprir suspensão. Para boa parte dos torcedores presentes ao Mineirão, a solução seria lançar Kléber em campo.

O time mineiro ia perdendo a calma e começava a cometer erros bobos no ataque, perdendo a bola sem, ao menos, forçar a jogada. Numa dessas, aos 12 minutos, os pincharratas quase marcaram. Salgueiro recebeu em posição duvidosa e chegou a passar por Fábio, mas Fabrício conseguiu limpar a jogada.

Aos 15 minutos, o Gladiador fez sua estreia com a camisa estrelada, entrando no lugar de Thiago Ribeiro. Sem nem participar do jogo, ele trouxe sorte. Wellington Paulista recebeu de Fernandinho na entrada da área e protegeu bem a bola, até ser atropelado por Re. Fernandinho cobrou o pênalti com muita força, abrindo o placar aos 17 minutos.

Aos 23 minutos, Kléber mostrou que tinha mais que sorte para trazer ao time. Em jogada trabalhada com Wellington Paulista, o Gladiador se movimentou bem e recebeu passe açucarado de seu companheiro de ataque. Mesmo marcado, ele bateu rasteiro com o pé direito, cruzado, fora do alcance do goleiro, e marcou seu primeiro gol pelo novo clube.

Se o primeiro gol tinha trazido alívio à torcida, o segundo fez explodir a metade azul de Minas Gerais. Em campo, os jogadores do Estudiantes sentiram a pressão da torcida e do placar adverso, desorganizando-se em campo.

Melhor para o Cruzeiro, que passou a ter muito campo para jogar. Aos 27 minutos, os celestes encaixaram um contra-ataque mortal e a bola chegou ao nome da noite. Com muita tranquilidade, Kléber tocou na saída de Andújar, marcando o terceiro gol para os donos da casa.

A tranquilidade que sobrou a Kléber para fazer o gol faltou logo em seguida. Na comemoração, ele tirou a camisa e foi advertido com o cartão. Dois minutos depois, deu um rapa em Verón, depois que este já tinha tocado a bola, e levou o segundo amarelo, indo para o chuveiro mais cedo. Foram cerca de 14 minutos entre sua entrada e sua expulsão.

Depois disto, o Estudiantes foi mais presente no ataque até o fim da partida, mas o Cruzeiro pouco se importou. A vitória de 3 a 0 numa partida que impôs tantas dificuldades era o que o time precisava para se afirmar como um candidato ao título da Libertadores.

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