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Presidente e ex do Dom Bosco divergem sobre volta do time ao Estadual

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A notícia da restauração da sede do Clube Esportivo Dom Bosco, no Morro da Luz, animou a torcida e dirigentes do mais antigo clube de Mato Grosso, mas, ao mesmo tempo deu início a uma nova polêmica. Uma parceria com a franquia "Morar mais por Menos", que utilizará o espaço da sede por cinco anos, em troca de uma ampla reforma, ressuscitou o "Leão", mas despertou uma velha discussão. Afinal, porque o clube, licenciado desde 2007, após ser rebaixado para a Segunda Divisão, não retorna ao profissionalismo?

Para o presidente do clube, advogado Adbar da Costa Salles, "o futebol mato-grossense continua sendo totalmente inviável economicamente", disse, ao citar os custos com as viagens do certame de 2012, que será de pontos corridos.

"O Dom Bosco não disputou mais o campeonato simplesmente porque não haviam recursos e só despesas. Desde que quitamos todas as dívidas e o licenciamos, o clube nunca mais teve uma ação trabalhista. Posso dizer sem medo de errar que é o único clube sem dívidas e com sede própria, que agora será reformada com essa grande parceria, que vai resgatar a alto estima e a história do clube", disse Costa Salles.

Para o presidente, apesar da reforma da sede, que está abandonada desde a gestão de Álvaro Scolfaro, o clube não deve voltar aos gramados, afinal, correria o risco de contrair novas dívidas.

Scolfaro tem outra opinião, totalmente divergente e prevê, num futuro próximo, a volta do clube ao cenário estadual. "O mandado dele (Adbar) termina ano que vem, deve haver nova eleição e creio que o clube deve voltar, talvez em 2013, para disputar o Estadual da Segunda Divisão ou a Primeira, ou o que tiver que disputar", argumentou.

Segundo a empresa encarregada pelas obras, serão investidos inicialmente R$ 100 mil em 2012 em pintura e nas instalações elétrico e hidráulica.

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