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Brasil tenta 2ª vitória hoje contra México na Copa das Confederações

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“Com gol de Fred, Brasil vence e lidera”. Antes mesmo de a bola rolar para Brasil e México, nesta quarta-feira, às 16h, na Arena Castelão, pela segunda rodada do Grupo A da Copa das Confederações, Geraldino Saravá já sabe o que vai acontecer. Pelo menos é o que acredita o folclórico ex-atacante, maior artilheiro da história do estádio da capital cearense, com 98 gols.

– A Seleção vai ganhar com um gol do Fred. Se o Geraldino Saravá está falando, vai acontecer. Esse garoto é titular de qualquer time – previu Saravá.

José Geraldo Olímpio de Souza, nascido em Ipaumirim, no interior do Ceará, começou a carreira apenas como Geraldino. O Saravá veio mais tarde, quando ele fez valer as suas “premonições”. Os times do atacante foram Fortaleza, Ceará, Icasa, Guarany de Sobral, Ferroviários, Tiradentes, Sampaio Corrêa e Campinense.

– Eu gosto muito da forma como surgiu esse Saravá no meu nome. Eu acordava sempre atrasado, porque dormia muito. Mas olhava para o pessoal e dizia que ia fazer gol, nos treinos e nos jogos. E fazia! Aí a imprensa viu e começou a me chamar de Saravá, porque eu dizia tudo o que ia acontecer – contou, aos risos.

Geraldino Saravá está com 62 anos e vive atualmente em Juazeiro do Norte, no Ceará. Do tipo folclórico fanfarrão, ele exalta sempre que pode o fato de ser o maior artilheiro da história do Castelão, palco de Brasil e México nesta quarta-feira. Recentemente, o ex-atacante esteve no estádio, reconstruído para a Copa do Mundo, e durante brincadeira, enfim, fez um gol de pênalti (confira no vídeo ao lado).

– Ninguém jamais vai alcançar a minha marca no Castelão. É muito difícil. Quem chegou mais perto foi o Hamilton Melo, já morto. Eu sou o único artilheiro do Brasil que nunca fez gol de pênalti. Todos os meus quase 800 gols na carreira (contando amador e profissional) foram com a bola rolando. Nunca gostei de bater pênalti – explicou o agora professor de Educação Física.
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Admirador dos seus próprios feitos, Saravá ficou chateado por não ter sido convidado para assistir a Brasil e México, pela Copa das Confederações. Sem querer falar muito do assunto, o ídolo cearense logo muda de assunto e volta a exaltar sua época de jogador. Comparou seu chute ao do ídolo da Seleção Roberto Carlos.

– Segura lá atrás, que lá na frente eu resolvo. Sempre disse isso aos meus companheiros. Eu vi muito zagueiro falando com o outro: ‘não deixa o Geraldino Saravá chutar”. Eles tinham razão, porque se eu chutasse era lona. Meu chute era muito forte, igual ao do Roberto Carlos – declarou.

Quem escuta Geraldino contar as suas histórias não entende por qual motivo ele jamais foi convocado pela seleção brasileira. Mas ele tem a explicação.

– Ah, não, não, não. Impossível. Tinha muito jogador bom na minha época, muito artilheiro melhor do que eu. Mas se fosse hoje eu tenho certeza que conseguiria uma vaga na seleção brasileira. A diferença de agora para o futebol da minha época era muito grande. Eu jogaria no lugar desse Hulk aí – contestou o ex-jogador.

O mesmo Brasil
Pela terceira vez consecutiva, o técnico Luiz Felipe Scolari vai repetir a escalação inicial da seleção brasileira. Com esse time, ele venceu o amistoso contra a França, no último dia 9, em Porto Alegre, por 3 a 0, e repetiu o placar na estreia da Copa das Confederações, no último sábado, em Brasília.

Felipão está satisfeito com o número de gols e o volume de jogo da Seleção nos últimos jogos. Portanto, ele quer insistir na formação com Julio César no gol, Daniel Alves e Marcelo nas laterais, Thiago Silva e David Luiz na zaga, Luiz Gustavo e Paulinho de volantes, Oscar de meia e Hulk, Neymar e Fred no ataque.

– Nós sempre sonhamos fazer dois, três gols por jogo. Mas às vezes não conseguimos pela má pontaria. Mas quando saem esses gols em profusão, para nós é motivo de alegria. Com a confiança, podemos arriscar um pouco mais – declarou Felipão, depois da vitória por 3 a 0 sobre o Japão.

Brasil e México já fizeram 34 jogos na história. A seleção brasileira venceu 21 vezes, empatou seis e perdeu sete. Os tropeços são poucos, mas pontuais. Dos sete, quatro foram em competições oficiais (Copa das Confederações e Copa América). Sem contar a queda na decisão olímpica do ano passado, em Londres.

Retrospecto ruim deixa México pressionado

Na atual temporada, o México disputou 10 jogos e teve apenas uma vitória -, sendo oito empates e uma derrota, para a Itália, por 2 a 1, na estreia na Copa das Confederações, no último domingo. As principais esperanças dos mexicanos estão nos pés de Chicharito Hernadez e Giovani dos Santos.

O México tem passado por dificuldades para conseguir a vaga para o Mundial de 2014. No hexagonal final das Eliminatórias da Concacaf, a equipe venceu apenas uma partida e empatou as outras cinco. Está em terceiro lugar, com oito pontos. Porém, Honduras, com sete, e Panamá, com seis, têm um jogo a menos.

O retrospecto gerou pressão para a disputa da Copa das Confederações. Uma eliminação precoce seria o auge da crise. O jogo com o Brasil assumiu caráter decisivo.

Ficha técnica

Brasil: Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. Técnico: Felipão.

México: Corona; Flores, Francisco Rodríguez, Hector Moreno e Salcido; Torrado, Zavala, Guardado e Aquino; Giovani dos Santos e Chicharito Hernández. Técnico: Jose Manuel de la Torre.

 

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