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Preso suspeito de matar policial a tiros em Mato Grosso; crime teria motivação política

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (fotos: reprodução e Portal Campo Novo)

O suspeito de matar a tiros o investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi preso ontem, em uma fazenda na área rural de Brasnorte, a cerca de 170 quilômetros de Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá), onde ocorreu o crime. A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme Kaiper, que afirmou que a prisão foi realizada por meio de mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça.

Segundo o delegado, as equipes policiais trabalharam de forma ininterrupta para localizar o suspeito. Ele estava na propriedade de um parente e, conforme Kaiper, se entregou quando percebeu a chegada dos policiais. “Não será uma prisão em flagrante, mas será um cumprimento de prisão temporária. Nesse intervalo, nós acabamos representando pela prisão temporária do suspeito, a qual foi rapidamente deferida pela Justiça”, explicou, em entrevista ao Portal Campo Novo.

De acordo com as informações preliminares da investigação, o suspeito teria passado em frente ao bar onde Emilson estava, localizado próximo a um mercado, e, após uma discussão, efetuado os disparos contra as pessoas que estavam no estabelecimento. A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por divergências políticas relacionadas ao segundo turno das eleições. “Supostamente, de forma preliminar, há uma motivação política decorrente de divergências entre o segundo turno das eleições”, afirmou o delegado.

Kaiper também relatou que a Polícia Civil tem imagens do momento do crime. Na análise preliminar, o investigador teria tentado reagir à agressão, efetuando um ou dois disparos contra o autor. A dinâmica deverá ser esclarecida pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). “E pelo que se denota de forma preliminar, o investigador, após os disparos do autor, tentou, sim, efetuar disparos, me parece que inclusive fez um ou dois disparos. Isso vai ser determinado pela Politec, pela perícia, e tentou reagir à injusta agressão. Tentou agir em legítima defesa sua e de terceiros, as demais pessoas que ocupavam o bar”, declarou.

O delegado informou que a informação preliminar é de que Emilson foi atingido por quatro tiros. O número de disparos e as circunstâncias da morte serão apurados durante os exames periciais. Além do investigador, outra pessoa foi baleada durante a ação. Conforme as informações divulgadas inicialmente, a vítima foi atingida no pé. A Polícia Civil também apura a situação das demais pessoas que estavam no estabelecimento e que podem ter sido vítimas de tentativa de homicídio.

Conforme o delegado, em declarações preliminares, o suspeito alegou que teria atirado somente contra uma caixa de som. Entretanto, as imagens analisadas pela polícia indicariam que os disparos foram feitos na direção das pessoas que estavam no bar. “Nós temos as gravações. Os disparos foram aleatórios e foram na direção das pessoas, com no mínimo o dolo eventual de acertar essas pessoas. Então, aparentemente, nada justifica a ação do agressor”, afirmou Kaiper.

Ao final da entrevista, Kaiper lamentou a morte do colega, que tinha 24 anos de carreira na Polícia Civil, sendo 20 deles dedicados à Delegacia de Campo Novo do Parecis. Emilson deixa quatro filhos. “Emilson era muito querido na cidade. Era um policial sempre bem-humorado, tratava as pessoas com respeito. Então, não merecia esse fim trágico, e nós vamos fazer a nossa parte”, concluiu o delegado.

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