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GAECO apura suposto plano de vereador para cassar prefeita em Várzea Grande e vender DAE

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Gazeta Digital (foto: assessoria/arquivo)

O depoimento de uma testemunha anônima ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na investigação da suposta compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, trouxe novos detalhes e um planejamento a longo prazo dos alvos da operação. A operação foi deflagrada, ontem, e cumpriu buscas contra 15 parlamentares varzea-grandenses.

Conforme as investigações, Wanderley Cerqueira (MDB), que buscava sua recondução ao cargo, tinha interesse em assumir a prefeitura e vender o Departamento de Água e Esgoto (DAE), com a divisão do dinheiro entre envolvidos.

A informação consta no relatório, ao qual o Gazeta Digital teve acesso. No documento, o denunciante atribuiu ao parlamentar a seguinte declaração: “Eu vou exonerar a prefeita [Flávia Moretti] vender o DAE e nós vamos repartir o dinheiro”.

Segundo o relato, Wanderley teria demonstrado interesse em assumir a chefia do Poder Executivo municipal e, posteriormente, promover a concessão ou privatização do DAE, em andamento há quase dois anos, e promessa da gestão Flávia Moretti (PL). Pela lógica, após a prefeitura concluir o processo de concessão operacional do departamento e precificá-lo, uma empresa seria anunciada vencedora, repassando o valor à prefeitura. Por sua vez, montante repassado ao grupo político do vereador.

Wanderley é um dos 15 vereadores alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco para investigar suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível atuação de organização criminosa em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.

Já em Cuiabá, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.

Conforme o Gaeco, a apuração busca reunir provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção.

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